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Terça-feira, 28 de Julho de 2026
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A “Doença mão‑pé‐boca” reaparece e exige vigilância: o que pais e responsáveis precisam saber

Causada por vírus do tipo Coxsackievirus A16 e outros enterovírus, a enfermidade contagiosa provoca bolhas na boca, mãos e pés, e mesmo sendo geralmente leve, requer medidas eficazes de prevenção.

Se Liga PVH
Por Se Liga PVH
A “Doença mão‑pé‐boca” reaparece e exige vigilância: o que pais e responsáveis precisam saber
Erupções cutâneas nas palmas das mãos e solas dos pés são um sinal comum da doença mão-pé-boca. CDC
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O que é a doença mão-pé-boca

Essa enfermidade, mais comumente em crianças pequenas, é causada por vários vírus da família dos enterovírus — sendo o Coxsackievirus A16 um dos mais frequentes.

O vírus se multiplica rapidamente e espalha-se com facilidade entre crianças, sobretudo em ambientes fechados ou com contato próximo.

Quais são os sintomas

Os sinais comuns incluem:

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  • Febre e mal-estar inicial.

  • Feridas na boca ou garganta — pequenas úlceras ou bolhas que podem prejudicar a alimentação ou ingestão de líquidos.

  • Manchas, bolhas ou erupção nas palmas das mãos, plantas dos pés, às vezes nádegas ou pernas.

  • Em geral, a doença se resolve em cerca de 7 a 10 dias.

Como se transmite

A propagação ocorre por meio de:

  • Contato direto com secreções de nariz ou garganta (saliva, gotículas) de pessoa infectada.

  • Contato com fezes de pessoa infectada (ex: troca de fraldas) e depois levar a mão à boca ou nariz.

  • Superfícies contaminadas (brinquedos, maçanetas, utencílios) onde o vírus pode sobreviver e depois atingir a pessoa por contato com boca, olhos ou nariz.

  • Em casos raros, pode haver contaminação de água de recreação se a higiene for inadequada. 

Quem está em risco

  • Crianças menores de 5 anos são mais vulneráveis, porque seu sistema imunológico ainda está em desenvolvimento e há mais contato direto e menor cuidado com higiene.

  • Adultos podem contrair a doença, embora muitas vezes de forma mais leve ou até assintomática — mas podem disseminar o vírus. 

O que fazer — Tratamento

Não existe um tratamento antiviral específico para a doença mão-pé-boca. Segundo especialistas:

  • O foco é aliviar os sintomas: controlar a febre com paracetamol ou ibuprofeno (conforme recomendação médica) e aliviar a dor de boca para que a criança possa beber líquidos.

  • Garantir boa hidratação: muito importante porque as feridas bucais dificultam a alimentação e ingestão de líquidos.

  • Observar sinais de piora: se houver dificuldade de engolir, desidratação, febre que não cede ou novos sinais neurológicos, procurar atendimento médico.

Prevenção: como evitar a transmissão

Para proteger crianças, familiares e ambientes de convivência, seguem as medidas principais:

  1. Higienização frequente das mãos: lavar com água e sabão por pelo menos 20 segundos, especialmente após trocar fraldas, usar o banheiro, antes de preparar alimentos e após assoar o nariz ou espirrar. 

  2. Evitar contato próximo com pessoas doentes: manter criança doente fora da creche ou escola até que esteja bem, evitar compartilhar utensílios, copos, toalhas.

  3. Desinfetar superfícies e objetos: brinquedos, maçanetas, mesas — limpar frequentemente, especialmente em ambientes de crianças.

  4. Ensinar boas práticas de higiene às crianças: explicar sem assustar que mãos, boca e objetos muitas vezes levam germes — e que é importante não colocar as mãos ou brinquedos na boca.

  5. Ficar atento ao ambiente: em creches ou ambientes onde há surtos, observar se há política de restrição de crianças doentes e se a limpeza está adequada.

Por que é importante atentar-se

Embora a maioria dos casos seja leve, a disseminação rápida pode causar surtos em escolas e creches, provocando afastamentos, desconforto das famílias e aumento de custos. Além disso, em casos raros, alguns vírus associados à doença (como o Enterovirus 71) podem causar complicações mais graves.

O que fazer se meu filho ou minha filha apresentar sintomas

  • Observe se aparece febre + feridas na boca + erupções nas mãos/pés.

  • Garanta que ela ou ele beba bastante líquido — preferencialmente coisas mais macias, frias ou à temperatura ambiente.

  • Consulte o pediatra para avaliar o quadro. Informe que há sintomas consistentes com DMPC para que seja adotado isolamento adequado e orientação.

  • Enquanto isso, isole-o(a) de outras crianças, evite visitas e atividades em grupo até melhora evidente.

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