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Quinta-feira, 11 de Junho de 2026
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Alckmin afirma que nova tarifa de 10% dos EUA não afeta competitividade brasileira

O presidente em exercício celebrou a decisão da Suprema Corte que derrubou o "tarifaço" anterior; para ele, a nova taxa global mantém o Brasil em igualdade de condições.

Se Liga PVH
Por Se Liga PVH
Alckmin afirma que nova tarifa de 10% dos EUA não afeta competitividade brasileira
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O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Geraldo Alckmin, avaliou positivamente a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de anular as tarifas agressivas impostas por Donald Trump. Segundo Alckmin, a nova alíquota global de 10%, anunciada logo após o revés judicial, não retira a competitividade dos produtos brasileiros, uma vez que será aplicada de forma linear a todos os países exportadores.

Para o governo brasileiro, a queda das taxas anteriores — que chegavam a somar 50% em alguns produtos nacionais — retira um peso desproporcional sobre as vendas externas do Brasil. Alckmin destacou que o cenário atual “abriu uma avenida” para o crescimento das exportações para os Estados Unidos, o segundo maior parceiro comercial do país.

No auge das restrições americanas, cerca de 37% de tudo o que o Brasil vendia para os EUA estava sobretaxado. Após negociações diplomáticas no fim de 2025, esse índice havia caído para 22%, e agora, com a intervenção da Suprema Corte, espera-se que a carga tributária total sobre itens como máquinas, motores, café solúvel e frutas seja significativamente reduzida.

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Um ponto de atenção continua sendo o aço e o alumínio, que ainda podem ser alvo da Seção 232, dispositivo que permite tarifas baseadas na segurança nacional americana. Alckmin reforçou que o Brasil não é responsável por gerar déficit comercial para os Estados Unidos, argumento que sustenta a continuidade do diálogo bilateral para evitar novas punições.

Especialistas em comércio exterior acreditam que a redução das barreiras pode fortalecer o real e atrair novos investimentos para a indústria nacional. Em 2025, as exportações brasileiras para o mercado americano movimentaram quase US$ 38 bilhões, e a expectativa é que esse número cresça com a maior previsibilidade jurídica em Washington.

Apesar do otimismo, o governo monitora os próximos passos de Trump, que já prometeu novas investigações comerciais. Por enquanto, a visão em Brasília é de que o Brasil recuperou sua posição relativa de mercado, podendo competir de igual para igual com outras nações que também estarão sujeitas à nova tarifa global temporária de 10%.

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FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil - 20
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