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Sabado, 12 de Setembro de 2026
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Área ocupada por favelas quase triplicou no Brasil em quatro décadas

Levantamento do MapBiomas mostra que territórios saltaram de 53,7 mil para 146 mil hectares entre 1985 e 2024; Manaus, São Paulo e Belém lideram em extensão.

Se Liga PVH
Por Se Liga PVH
Área ocupada por favelas quase triplicou no Brasil em quatro décadas
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O crescimento das favelas brasileiras superou a média de expansão das cidades nas últimas quatro décadas, ocupando uma área de 146 mil hectares em 2024. De acordo com o Mapeamento Anual das Áreas Urbanizadas do MapBiomas, divulgado nesta quarta-feira, 4, essas comunidades cresceram 2,75 vezes no período, enquanto a mancha urbana geral do país aumentou 2,5 vezes. O estudo revela que 82% dessas áreas estão concentradas em regiões metropolitanas, evidenciando uma pressão habitacional severa nos grandes centros urbanos.

Manaus se destacou como a capital onde a expansão foi mais agressiva, com as favelas crescendo 2,6 vezes em relação ao restante do território urbano. No entanto, em números absolutos de extensão, a Grande São Paulo lidera o ranking com 11,8 mil hectares, seguida de perto por Manaus (11,4 mil ha) e Belém (11,3 mil ha). No Distrito Federal, o destaque fica para as comunidades Sol Nascente e 26 de Setembro, que se consolidaram como as maiores do país em extensão territorial.

Risco Hídrico e Ambiental

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O levantamento também acende um alerta sobre a segurança hídrica e os impactos das mudanças climáticas. Cerca de 25% das áreas naturais urbanizadas nos últimos 40 anos estão localizadas em regiões onde a capacidade de abastecimento de água é considerada crítica. O Rio de Janeiro é o município com a situação mais preocupante, tendo expandido 7,6 mil hectares sobre terrenos com segurança hídrica mínima, o que agrava o risco de desabastecimento para a população.

Segundo o coordenador do MapBiomas, Júlio Pedrassoli, o avanço desordenado sobre áreas de mananciais e encostas não é apenas uma questão de risco geológico, mas um problema estrutural nacional. A falta de planejamento urbano eficiente tem empurrado as populações mais vulneráveis para zonas de exclusão ambiental, onde a infraestrutura básica de saneamento e água potável é escassa, tornando essas comunidades as primeiras vítimas de eventos climáticos extremos.

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FONTE/CRÉDITOS: Fabíola Sinimbú - repórter da Agência Brasil - 20
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