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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2026
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Brasil assume protagonismo global na proteção de espécies migratórias na COP15

Campo Grande torna-se o centro das decisões da ONU para a preservação de rotas transnacionais; bioma Pantanal é destacado como "hub vital" para a biodiversidade planetária.

Se Liga PVH
Por Se Liga PVH
Brasil assume protagonismo global na proteção de espécies migratórias na COP15
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A cidade de Campo Grande (MS) sedia, entre os dias 23 e 29 de março, a 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Espécies Migratórias de Animais Silvestres (COP15). O evento, que reúne líderes de 132 países e da União Europeia, marca o início de um ciclo de três anos sob a presidência do Brasil, representada por João Paulo Capobianco, secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima. O encontro busca revisar as listas de proteção da Convenção de Bonn (CMS) e fortalecer protocolos de cooperação para animais que não reconhecem fronteiras políticas, como baleias, tartarugas marinhas e aves transcontinentais.

A escolha do Pantanal como sede é estratégica: o bioma é a maior área úmida continental do planeta e funciona como um ponto de parada essencial para dezenas de espécies. Segundo Capobianco, o Pantanal é um patrimônio que depende da integração entre Brasil, Paraguai e Bolívia, sendo altamente sensível às mudanças climáticas. A conferência focará em mitigar ameaças como a degradação de habitats, poluição e barreiras físicas (redes de pesca, turbinas eólicas e redes de transmissão) que interrompem os fluxos migratórios.

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As espécies migratórias são consideradas “termômetros” do equilíbrio ambiental global. Se uma espécie consegue completar seu ciclo saindo do Ártico e chegando ao Brasil, por exemplo, isso indica que os ecossistemas ao longo de toda a rota permanecem funcionais. O Brasil, sendo o segundo país com maior diversidade de aves no mundo, atua como um elo fundamental nesse ciclo planetário. Um exemplo prático de sucesso citado pelo MMA é a proteção da toninha (pequeno golfinho), que motivou a criação do Parque Nacional do Albardão para evitar a mortalidade causada pela pesca industrial na divisa com o Uruguai.

Diferente de outras conferências da ONU, a COP15 da CMS foca menos em grandes fundos financeiros e mais no estabelecimento de protocolos de cooperação técnica. O desafio é garantir que cada nação assuma a responsabilidade de manter “corredores seguros” para os animais. O sucesso da conferência será medido pelo aumento de países signatários e pelo engajamento da sociedade civil e da comunidade científica no monitoramento desses fenômenos, que são essenciais para a manutenção da vida na Terra.

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FONTE/CRÉDITOS: Fabíola Sinimbú - Repórter da Agência Brasil* - 20
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