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Quinta-feira, 11 de Junho de 2026
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Brasil reduz déficit nas contas externas para US$ 5,6 bilhões em fevereiro

Resultado apresenta queda expressiva em comparação ao mesmo período de 2025, quando o saldo negativo superou US$ 10 bilhões; balança comercial recorde e entrada de investimentos diretos garantem solidez ao financiamento externo do país, segundo dados do Banco Central.

Se Liga PVH
Por Se Liga PVH
Brasil reduz déficit nas contas externas para US$ 5,6 bilhões em fevereiro
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As contas externas do Brasil apresentaram uma melhora significativa no segundo mês de 2026. Segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira (27), o déficit nas transações correntes fechou em US$ 5,614 bilhões em fevereiro. O montante representa quase metade do saldo negativo registrado em fevereiro do ano passado, que foi de US$ 10,245 bilhões, consolidando o terceiro mês consecutivo de redução no indicador.

O principal motor dessa recuperação foi o desempenho da balança comercial de bens, que saltou de um déficit em 2025 para um superávit de US$ 3,507 bilhões no mês passado. O aumento de 14,8% nas exportações, atingindo níveis recordes, compensou a queda de 5,1% nas importações. Segundo o BC, a redução nas compras externas é reflexo direto da política monetária de juros elevados, que tende a desacelerar a atividade econômica interna.

Investimentos Diretos e Reservas Internacionais

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Apesar do resultado negativo nas transações correntes, a economia brasileira demonstra robustez na forma como financia esse déficit. O Investimento Direto no País (IDP) somou US$ 6,754 bilhões em fevereiro. Embora menor que o volume de 2025, o IDP segue em patamares suficientes para cobrir as necessidades externas do país, sendo considerado um capital de alta qualidade por ser aplicado no setor produtivo e ter foco no longo prazo.

No acumulado de 12 meses, o déficit externo recuou para 2,71% do Produto Interno Bruto (PIB), uma melhora considerável frente aos 3,67% registrados no período anterior. Outro dado positivo foi o aumento das reservas internacionais, que atingiram US$ 371 bilhões. O cenário reflete uma trajetória de ajuste nas contas nacionais, permitindo que o Brasil mantenha sua credibilidade perante investidores estrangeiros mesmo diante de um cenário global de incertezas econômicas.

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FONTE/CRÉDITOS: Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil - 20
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