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Segunda-feira, 14 de Setembro de 2026
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Câmara dos Deputados da Argentina aprova reforma trabalhista de Milei

A proposta avançou com 135 votos favoráveis e enfrenta resistência de sindicatos, que promoveram greves nacionais contra a flexibilização de direitos.

Se Liga PVH
Por Se Liga PVH
Câmara dos Deputados da Argentina aprova reforma trabalhista de Milei
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A Câmara dos Deputados da Argentina aprovou, na madrugada desta sexta-feira, 20, o projeto de reforma trabalhista impulsionado pelo presidente Javier Milei. A votação terminou com 135 votos a favor e 115 contra, representando uma vitória estratégica para a agenda de livre mercado do governo.

O texto segue agora para o Senado para votação final. Segundo o governo, a reforma é essencial para estimular investimentos estrangeiros e aumentar a oferta de emprego formal no país, questionando a eficácia da atual legislação trabalhista argentina na criação de novos postos de trabalho.

Durante o debate na madrugada, os parlamentares realizaram modificações no texto original, incluindo a remoção de um artigo que previa a redução de benefícios de saúde dos trabalhadores. Mesmo com as alterações, a oposição e os sindicatos mantêm fortes críticas às mudanças propostas.

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A Confederação Geral do Trabalho (CGT), um dos principais sindicatos do país, convocou uma paralisação de 24 horas que afetou transportes, bancos e serviços públicos. Os líderes sindicais argumentam que a reforma ameaça proteções históricas e o direito constitucional à greve.

Investidores internacionais acompanham o processo de perto, utilizando a aprovação como um termômetro para medir a governabilidade de Milei e sua capacidade de aprovar reformas estruturais. O governo defende que o atual sistema está saturado e não atende às necessidades da economia moderna.

O clima em Buenos Aires e em outras regiões do país permanece tenso devido às paralisações que bloquearam pontos estratégicos. O governo, no entanto, mantém a postura de que as mudanças são inegociáveis para a recuperação econômica e a modernização do Estado argentino.

Caso o Senado ratifique o projeto sem novas alterações, a lei seguirá para sanção presidencial. A expectativa é que o debate continue intenso nas próximas semanas, tanto no campo jurídico quanto nas ruas, com novos protestos já agendados pelas centrais sindicais.

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FONTE/CRÉDITOS: Nicolas Misculin - Repórter da Reuters - 20
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