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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2026
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Carnaval tem retorno maior que indústria, diz economista

Estudo aponta que investimento em cultura gera impacto econômico superior ao setor automobilístico e fortalece inclusão social e desenvolvimento.

Se Liga PVH
Por Se Liga PVH
Carnaval tem retorno maior que indústria, diz economista
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O carnaval gera retorno econômico superior a setores tradicionais da indústria, como o automobilístico, segundo a economista Mariana Mazzucato. Em entrevista, ela afirmou que cada real investido em cultura pode produzir impacto maior na economia do que aportes em áreas manufatureiras.

Dados citados por estudos da Fundação Getulio Vargas e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial indicam que R$ 1 aplicado em cultura pode gerar retorno de R$ 7,59 para a sociedade, considerando emprego e renda. No setor de automóveis e caminhões, o impacto multiplicador estimado é de R$ 3,76.

Para Mazzucato, o carnaval é um exemplo concreto da força da economia criativa. Embora concentrada em poucos dias de festa, a cadeia produtiva envolve atividades ao longo de todo o ano, como música, confecção de fantasias, cenografia, turismo e produção cultural.

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Impacto além do turismo

A economista ressalta que os efeitos do carnaval vão além da movimentação de hotéis, bares e companhias aéreas. Segundo ela, a festa fortalece redes comunitárias, desenvolve habilidades profissionais e amplia a autoestima de moradores, especialmente em áreas vulneráveis.

Ela também destaca evidências de que investimentos em cultura contribuem para a redução da criminalidade, ao ampliar oportunidades para jovens e fortalecer vínculos sociais.

Economia criativa como estratégia

Durante visita ao Brasil, onde participou de reuniões com gestores públicos, Mazzucato defendeu que o carnaval seja tratado como plataforma estratégica para expandir a economia criativa. O modelo é baseado no capital intelectual, cultural e artístico como motor de geração de renda e desenvolvimento sustentável.

A economista questiona a ideia de que não há recursos para investir em cultura, argumentando que decisões de investimento refletem prioridades políticas. Para ela, o debate não deve ser se o Estado deve investir, mas como investir melhor, com metas claras e impacto social mensurável.

A pesquisa liderada por Mazzucato, em parceria com a University College London e com cooperação da Unesco, busca criar indicadores que ajudem a formular políticas públicas voltadas à cultura e às artes no Brasil.

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FONTE/CRÉDITOS: Lucas Pordeus Leon - repórter da Agência Brasil - 20
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