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Domingo, 13 de Setembro de 2026
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Complexo de carvão em Candiota pode causar 1,3 mil mortes até 2040

Estudo revela que poluição atmosférica gera prejuízos de R$ 11,7 bilhões em saúde e afeta países vizinhos; pesquisadores defendem a desativação gradual das usinas termelétricas para cumprir metas do Acordo de Paris.

Se Liga PVH
Por Se Liga PVH
Complexo de carvão em Candiota pode causar 1,3 mil mortes até 2040
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Um estudo divulgado nesta quarta-feira (25) pelo Centre for Research on Energy and Clean Air (CREA) e pelo Instituto Arayara alerta para os graves impactos à saúde causados pelo complexo carbonífero de Candiota (RS). Segundo o relatório, as atividades de mineração e queima de carvão na região podem provocar até 1,3 mil mortes e gerar gastos bilionários com saúde pública até 2040. Os pesquisadores apontam que a poluição ultrapassa fronteiras, atingindo populações na Argentina, Uruguai e Paraguai devido ao transporte de material particulado fino (PM2.5) pelo ar.

O levantamento detalha que, entre 2017 e 2025, o complexo já teria sido responsável por 430 óbitos, com previsão de mais 870 vítimas nos próximos 15 anos. A queima do carvão mineral brasileiro é especialmente poluente por possuir alto teor de cinzas, liberando substâncias ligadas ao câncer de pulmão, doenças cardíacas e AVC. Além das mortes, o estudo estima que a poluição causará 460 partos prematuros e centenas de novos casos de asma infantil, afetando a produtividade econômica com milhões de faltas ao trabalho.

Pressão por transição energética e fim de subsídios

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Apesar de o carvão representar apenas 1,6% da matriz elétrica nacional, sua operação é garantida por lei até 2040, contando com subsídios públicos. Especialistas do Instituto Arayara defendem que a manutenção dessas usinas contradiz o potencial do Brasil como líder em energias renováveis. O relatório recomenda que o governo adote um cronograma legal para desativar as termelétricas antes do fim das licenças atuais e encerre isenções tributárias para o setor, priorizando investimentos em fontes eólica e solar.

Em resposta ao estudo, a Associação Brasileira do Carbono Sustentável (ABCS) afirmou que todas as emissões das usinas no Brasil são monitoradas em tempo real e seguem parâmetros de segurança definidos por autoridades ambientais. No entanto, o relatório sugere que a fiscalização seja reforçada e que novas avaliações de impacto à saúde sejam exigidas em todas as renovações de licença. O documento também propõe um plano de transição justa para os trabalhadores do setor, garantindo requalificação profissional e suporte à geração de renda durante o fechamento das minas.

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FONTE/CRÉDITOS: Rafael Cardoso - Repórter da Agência Brasil - 20
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