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Quarta-feira, 28 de Outubro de 2026
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CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha e convoca André Moura

Comissão Parlamentar Mista de Inquérito autoriza acesso a dados bancários e fiscais do filho do presidente; sessão termina em tumulto após votação de 87 requerimentos.

Se Liga PVH
Por Se Liga PVH
CPMI do INSS aprova quebra de sigilo de Lulinha e convoca André Moura
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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou, nesta quinta-feira, 26, a quebra dos sigilos bancário e fiscal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A medida, solicitada pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL), fundamenta-se em investigações da Polícia Federal que apontam supostos repasses de R$ 300 mil ao filho do presidente da República. O valor estaria ligado ao esquema de descontos associativos não autorizados que lesou milhões de aposentados, alvo da Operação Sem Desconto, deflagrada no final de 2025.

Em resposta, a defesa de Fábio Luís nega qualquer participação em fraudes ou recebimento de valores ilícitos. Os advogados informaram que já solicitaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) acesso aos autos da investigação, alegando que as citações ao nome de seu cliente são baseadas em conjecturas e reprodução de dados parciais. O requerimento aprovado pela CPMI também inclui o acesso aos Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) do empresário, visando rastrear a origem e o destino das movimentações citadas por operadores do esquema.

Convocações e quebras de sigilo

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Além de Lulinha, o colegiado aprovou em bloco outros 86 requerimentos. Entre os nomes convocados para prestar depoimento estão o ex-deputado federal André Moura, apontado como articulador do esquema em Sergipe, e a empresária Danielle Miranda Fontelles, suspeita de operar a lavagem de dinheiro no exterior. A comissão também avançou sobre o setor financeiro, aprovando a quebra de sigilos do Banco Master e a convocação de Augusto Ferreira Lima, ex-sócio da instituição, para explicar manobras operacionais identificadas pelo Banco Central.

Tumulto e suspensão dos trabalhos

A votação dos requerimentos em bloco gerou um intenso embate físico entre parlamentares da base governista e da oposição. O início de um tumulto, com trocas de agressões verbais e físicas, forçou a interrupção da 32ª reunião da comissão pelo presidente Carlos Viana (Podemos-MG). O incidente ocorreu logo após a proclamação do resultado, refletindo o acirramento político em torno das investigações que agora atingem diretamente o núcleo familiar da Presidência da República.

Próximos passos e depoimentos

Mesmo sob tensão, a CPMI mantém a agenda para ouvir o empresário Paulo Camisotti, sócio de uma das empresas investigadas. Outros depoentes previstos, como o deputado estadual Edson Cunha de Araújo e o advogado Cecílio Galvão, não compareceram à sessão desta quinta-feira. No caso de Galvão, a presidência da comissão já determinou as providências para a realização de uma condução coercitiva, sinalizando que a CPMI pretende acelerar as oitivas para cumprir o cronograma de trabalho em Brasília.

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FONTE/CRÉDITOS: Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil - 20
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