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Domingo, 26 de Julho de 2026
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Cristiano Zanin assume relatoria de ação sobre a CPI do Banco Master no STF

Ministro substitui Dias Toffoli, que se declarou suspeito após citações em investigação da Polícia Federal.

Se Liga PVH
Por Se Liga PVH
Cristiano Zanin assume relatoria de ação sobre a CPI do Banco Master no STF
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O ministro Cristiano Zanin foi designado, nesta quarta-feira (11), como o novo relator no Supremo Tribunal Federal (STF) da ação que solicita a instalação imediata da CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados. A escolha, realizada via sorteio eletrônico, ocorreu logo após o ministro Dias Toffoli declarar suspeição para atuar no caso. Agora, caberá a Zanin analisar o mandado de segurança que questiona a omissão da presidência da Câmara em formalizar a comissão de inquérito.

A saída de Toffoli do processo era esperada nos bastidores jurídicos devido a desdobramentos da Operação Compliance Zero. Relatórios da Polícia Federal apontaram a existência de mensagens mencionando o ministro no celular apreendido do banqueiro Daniel Vorcaro. Além disso, o magistrado possui participação societária em um resort no Paraná que foi adquirido por um fundo de investimentos ligado ao Banco Master, o que gerou questionamentos sobre a imparcialidade para conduzir processos relacionados à instituição.

O mandado de segurança sob a relatoria de Zanin foi movido pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). O parlamentar argumenta que o pedido de criação da CPI já preencheu todos os requisitos constitucionais, incluindo a assinatura de 201 deputados número superior ao terço mínimo exigido. A ação aponta que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), estaria descumprindo o rito legislativo ao não dar prosseguimento à instalação do colegiado.

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A CPI pretende investigar fraudes bilionárias estimadas em R$ 17 bilhões, que levaram à liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central no final de 2025. O foco das apurações recai sobre esquemas de créditos fictícios e tentativas de manipulação contábil que afetaram o mercado financeiro. Com a troca de relatoria, a expectativa é que o STF decida em breve se a abertura da comissão é um ato obrigatório ou discricionário da presidência da Casa.

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FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil - 20
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