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Segunda-feira, 14 de Setembro de 2026
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Dino aponta possível liderança de Mário Frias no caso Dark Horse

apontou indícios de que o deputado federal Mário Frias teria exercido um papel de liderança no esquema investigado por suspeitas de desvio de emendas.

Se Liga PVH
Por Se Liga PVH
Dino aponta possível liderança de Mário Frias no caso Dark Horse
Imagem: News Rondônia
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), apontou indícios de que o deputado federal Mário Frias teria exercido um papel de liderança no esquema investigado por suspeitas de desvio de emendas parlamentares para financiar o filme Dark Horse , sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A afirmação consta de despacho publicado neste domingo (13), no qual Dino analisou informações encaminhadas pela Justiça de São Paulo. O ministro é relator da investigação que apura possíveis irregularidades na execução de emendas destinadas a entidades relacionadas à produtora do filme.

Dino classificou a possível participação de Frias como uma hipótese da investigação. As suspeitas ainda são objeto de apuração e não representam condenação do deputado.

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Operação Make Up

A investigação ganhou uma nova etapa na quinta-feira (10), quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Make Up. Foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Distrito Federal.

Frias e a produtora Karina Gama estão entre os alvos da operação. A apuração iniciou a partir de informações da Controladoria-Geral da União (CGU) sobre a destinação de R$ 2 milhões em emendas parlamentares para duas entidades relacionadas a Gama: o Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Academia Nacional de Cultura (ANC).

Segundo a investigação, um projeto de R$ 1 milhão destinado ao ICB não teve sua execução comprovada conforme as metas previstas. Outro projeto, ainda de R$ 1 milhão, apresentou problemas na comprovação da execução integral.

PF investiga cadeia de transferências

A Polícia Federal identificou transferências entre empresas relacionadas ao ICB e outras empresas posteriormente ligadas à produtora responsável por Dark Horse . A corporação investiga se recursos públicos circularam por essa cadeia até chegar à produção do filme.

A própria Agência Brasil ressalta que, até o momento, a investigação não concluiu que os valores transferidos à produtora tenham origem direta nas emendas parlamentares.

Entre os elementos analisados está uma sequência de transferências que inclui R$ 700 mil recebidos pelo ICB a partir das emendas e posteriormente repassados a empresas ligadas a um dos empresários investigados. No fim de 2025, outra empresa do mesmo grupo transferiu R$ 750 mil à produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme.

A PF ainda identificou uma transferência de R$ 645,4 mil feita pelo próprio Mário Frias à produtora no decorrer de o período de produção do longa. O deputado ainda não apresentou, segundo a reportagem da Agência Brasil, esclarecimentos sobre esse repasse.

Dino menciona possível vínculo com o PCC

No despacho deste domingo, Dino ainda mencionou uma linha investigativa que aponta possível conexão entre o suposto esquema de desvio de recursos públicos e organizações vinculadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

A referência aparece como hipótese investigativa baseada nas informações encaminhadas pela Justiça de São Paulo. O ministro afirmou que os elementos analisados indicariam uma possível estrutura envolvendo destinação e desvio de recursos públicos, incluindo emendas parlamentares e recursos relacionados à Prefeitura de São Paulo.

A menção ao PCC, portanto, integra uma linha de investigação e não significa que todos os investigados no caso tenham ligação comprovada com a organização criminosa.

Defesa de Mário Frias

Após a Operação Make Up, Mário Frias afirmou publicamente que as emendas destinadas por ele eram recursos públicos registrados e que os projetos tinham objetivos sociais.

O deputado ainda criticou o fato de a investigação ter sido realizada sem que, segundo ele, tivesse acesso prévio ao conteúdo necessário para apresentar sua defesa. A Agência Brasil comunicou que a assessoria de Frias foi procurada e que ele se manifestou sobre as acusações.

Na decisão que autorizou a Operação Make Up, Dino ainda proibiu Frias de deixar o país e de manter contato com outros investigados.

O que acontece agora

A investigação continua sob responsabilidade das autoridades competentes. A PF deverá analisar os materiais apreendidos e os fluxos financeiros identificados no decorrer de a operação, enquanto o STF acompanha as medidas determinadas no inquérito.

Até o momento, os fatos descritos são objeto de investigação. Eventuais responsabilidades individuais dependerão da análise das provas e das decisões judiciais posteriores.

Com Informações de Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil.

FONTE/CRÉDITOS: News Rondônia — https://newsrondonia.com.br/politica/2026/09/13/dino-aponta-possivel-lideranca-de-mario-frias-no-caso-dark-horse/
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