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Terça-feira, 27 de Outubro de 2026
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Economia

Dólar dispara 12% e Bolsa despenca mais de 16% após reeleição de Lula

Mercado financeiro registra forte turbulência nesta segunda-feira (26); queda acentuada do Ibovespa provoca suspensão temporária das negociações na B3.

Se Liga PVH
Por Se Liga PVH
Dólar dispara 12% e Bolsa despenca mais de 16% após reeleição de Lula
Imagem: Portal Rio Madeira
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PORTAL RIO MADEIRA – O mercado financeiro brasileiro iniciou esta segunda-feira (26) sob forte instabilidade após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que venceu Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais realizado no domingo (25).

Segundo os dados divulgados durante a manhã, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, chegou a registrar queda de 16,26%, enquanto o dólar apresentou valorização superior a 12% diante do real.

A intensidade da desvalorização das ações levou a B3 a interromper temporariamente as negociações por meio do mecanismo conhecido como circuit breaker, utilizado em situações de oscilações extremas do mercado.

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O movimento ocorreu no primeiro pregão após a confirmação da vitória eleitoral de Lula e foi associado à reação negativa de investidores diante do resultado das urnas.

Bolsa de Valores tem negociações interrompidas após queda acentuada

A forte pressão de venda sobre as ações negociadas na Bolsa brasileira provocou uma queda expressiva do Ibovespa nas primeiras horas do pregão.

Diante da desvalorização, a B3 acionou o chamado circuit breaker, mecanismo que suspende temporariamente as operações para reduzir os efeitos de movimentos bruscos e permitir uma reorganização das negociações.

Conforme as informações divulgadas, a paralisação durou aproximadamente 30 minutos.

Mesmo após a retomada das operações, a tendência de baixa permaneceu. Por volta das 11h, o Ibovespa acumulava perdas de 16,26%.

O resultado representa uma oscilação excepcionalmente elevada para o principal indicador do mercado acionário brasileiro.

Dólar chega a R$ 5,60 e registra alta superior a 12%

Enquanto a Bolsa enfrentava uma forte desvalorização, o mercado de câmbio também apresentava movimentos expressivos.

O dólar norte-americano atingiu a máxima de R$ 5,60, o equivalente a uma valorização de 12,52% em comparação com o fechamento da última sexta-feira (23).

A alta da moeda estrangeira ocorreu em meio ao aumento da aversão ao risco entre investidores, que passaram a reavaliar suas posições no mercado brasileiro após o resultado eleitoral.

Oscilações dessa magnitude podem influenciar os custos de produtos importados, compromissos financeiros em moeda estrangeira e expectativas relacionadas à inflação.

Entretanto, os efeitos sobre os preços ao consumidor dependem da duração do movimento cambial e de outros fatores econômicos.

Juros futuros também registram forte elevação

A instabilidade não ficou restrita ao mercado de ações e ao câmbio.

Os contratos de juros futuros de longo prazo também apresentaram alta significativa, com movimentos que chegaram a 182 pontos-base.

Segundo os números informados, a taxa projetada para janeiro de 2031 atingiu 14,460%, alcançando o limite superior de oscilação estabelecido pela B3.

A elevação dos juros futuros pode refletir mudanças nas expectativas dos investidores em relação à inflação, à política fiscal e ao comportamento das taxas de juros nos próximos anos.

Essas projeções são acompanhadas pelo mercado porque influenciam as condições de financiamento e o custo de captação de recursos na economia.

Resultado das eleições provoca reação entre investidores

A turbulência ocorreu após a confirmação da reeleição de Lula para um quarto mandato presidencial.

A vitória sobre Flávio Bolsonaro foi anunciada matematicamente pela Justiça Eleitoral na noite de domingo, encerrando uma disputa marcada pela proximidade entre os candidatos.

No primeiro dia útil após a votação, investidores reagiram ao novo cenário político, com forte movimentação nos mercados de ações, câmbio e juros.

Embora o resultado eleitoral tenha sido apontado como o principal fator de preocupação na abertura dos negócios, a intensidade das oscilações também pode envolver estratégias de proteção financeira, redução de exposição ao risco e ajustes de posições de grandes investidores.

Mercado acompanha próximos sinais da política econômica

A atenção dos investidores deverá permanecer voltada às perspectivas para a política econômica do próximo mandato, especialmente em relação às contas públicas, aos gastos governamentais e à condução da política fiscal.

As expectativas sobre a composição da equipe econômica e as prioridades do governo também podem influenciar o comportamento dos ativos financeiros.

Os números divulgados nesta segunda-feira representam oscilações intradiárias, registradas durante o funcionamento do mercado, e não necessariamente os valores definitivos de fechamento.

Até a conclusão do pregão, as cotações do dólar, os índices da Bolsa e as taxas de juros futuros poderão apresentar novas variações.

Foto/Reprodução: imagens da internet Fonte: Portal Rio Madeira

FONTE/CRÉDITOS: Portal Rio Madeira — https://portalriomadeira.com.br/2026/10/26/dolar-dispara-12-e-bolsa-despenca-mais-de-16-apos-reeleicao-de-lula/
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