A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Empresa de Desenvolvimento Urbano (Emdur), realizou nesta última semana de fevereiro de 2026 uma série de testes de resistência nos ecobueiros instalados na capital. A tecnologia, que visa modernizar o sistema de drenagem urbana, foi submetida a grandes volumes de resíduos para simular o impacto das tempestades amazônicas.
O modelo provou ser prático e eficiente, mantendo o escoamento da água mesmo sob condições extremas de acúmulo de lixo. O teste principal ocorreu em um equipamento instalado na Avenida Jorge Teixeira, um dos eixos mais movimentados da cidade.
De acordo com o secretário Thiago Catenhede, a estrutura suportou o depósito intenso de detritos sem comprometer a funcionalidade das galerias. “A instalação fortalece a drenagem urbana e reduz custos com manutenção corretiva, evitando o entupimento das redes subterrâneas por descarte irregular”, destacou o secretário sobre o desempenho dos ecobueiros.
Uma das inovações anunciadas pelo prefeito Léo Moraes para os próximos meses é a implantação de chips nos ecobueiros. Essa tecnologia permitirá o monitoramento remoto do nível de resíduos acumulados em cada cesto coletor. Com os dados em tempo real, as equipes de limpeza serão acionadas apenas no momento ideal, o que garante maior agilidade e melhor aplicação dos recursos públicos no combate aos alagamentos em Porto Velho.
A iniciativa faz parte de um plano de modernização da infraestrutura que busca resolver problemas históricos de drenagem na capital. “Estamos investindo em planejamento para enfrentar as cheias com eficiência tecnológica”, afirmou o prefeito Léo Moraes. O sistema de ecobueiros já é utilizado com sucesso em outras metrópoles brasileiras e agora segue em expansão pelas principais vias do perímetro urbano do município rondoniense.
Sustentabilidade e economia na gestão públicaAlém de prevenir inundações, o uso dos ecobueiros facilita a coleta de materiais recicláveis que, de outra forma, terminariam nos canais e rios da região. A facilidade de remoção dos cestos coletores permite que a limpeza seja feita de forma manual e rápida, sem a necessidade de máquinas pesadas para desobstruir bueiros convencionais. Essa economia operacional é um dos pilares da nova estratégia de saneamento da gestão municipal.
A expansão do projeto deve priorizar áreas críticas mapeadas pela Defesa Civil e pela Secretaria Municipal de Obras (Semob). Com a comprovação da resistência física dos equipamentos e a futura integração digital por chips, Porto Velho caminha para um modelo de cidade inteligente. A prefeitura reforça que, além da tecnologia, a conscientização da população sobre o descarte correto do lixo é essencial para o sucesso total do sistema de drenagem.
Veja mais notícias

Comentários: