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Domingo, 26 de Abril de 2026

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Entidades de direitos humanos ingressam em ação no STF contra anistia no caso Rubens Paiva

Ministro Alexandre de Moraes autoriza 11 instituições como amicus curiae em processos que discutem validade da lei para crimes de sequestro e cárcere privado.

Se Liga PVH
Por Se Liga PVH
Entidades de direitos humanos ingressam em ação no STF contra anistia no caso Rubens Paiva
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a entrada de 11 entidades de direitos humanos como amicus curiae (amigos da Corte) em três ações que contestam a aplicação da Lei da Anistia para crimes cometidos durante a ditadura militar. Os processos focam especialmente em casos de desaparecimento forçado e ocultação de cadáver, como os do ex-deputado Rubens Paiva e do jornalista Mário Alves. A decisão permite que essas instituições forneçam subsídios técnicos e jurídicos para auxiliar os ministros no julgamento que pode redefinir a punição de agentes do Estado.

O Ministério Público Federal (MPF) é o autor dos recursos, questionando decisões de instâncias inferiores que arquivaram as denúncias sob o argumento de que os crimes estariam perdoados pela lei de 1979. A tese central do MPF e das entidades admitidas é que crimes permanentes — cujos efeitos e conduta se estendem no tempo, como no caso de corpos nunca encontrados — não podem ser abrangidos por uma anistia que delimitou um período fixo no passado.

Instituições autorizadas pelo STF

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Entre as entidades que passam a integrar as ações estão o Instituto Vladimir Herzog, a Comissão Arns, a Conectas Direitos Humanos e o Instituto Justiça Global. Também participam clínicas de direitos humanos da UFRJ e da UNIFESP, além da União Nacional dos Estudantes (UNE). Segundo o despacho de Moraes, a participação desses grupos garante a democratização do debate e traz maior legitimidade à atuação do Supremo em temas de alta relevância social e histórica.

Repercussão e próximos passos

O julgamento ganha novos contornos em 2026 após o ministro Flávio Dino votar contra a aplicação da anistia em casos de ocultação de cadáver, alegando que a lei não pode ser um “salvo-conduto” para crimes que continuam ocorrendo minuto a minuto. Atualmente, o processo está suspenso por um pedido de vista do próprio Alexandre de Moraes, que deve devolver a matéria para o plenário em até 90 dias. A decisão final servirá de baliza para todas as instâncias da Justiça brasileira em casos semelhantes da repressão militar.

A discussão ocorre em meio a uma renovada pressão social por reparação histórica, impulsionada por descobertas recentes de arquivos e documentos funcionais de militares envolvidos na repressão. Caso o STF siga o entendimento de que crimes permanentes são imprescritíveis e não anistiáveis, processos criminais contra ex-agentes da ditadura que haviam sido encerrados há décadas poderão ser reabertos.

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FONTE/CRÉDITOS: Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil - 20
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