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Quinta-feira, 29 de Outubro de 2026
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Erika Hilton assume presidência da Comissão da Mulher em eleição marcada por polarização

Deputada é a primeira mulher trans a liderar o colegiado após disputa acirrada na Câmara.

Se Liga PVH
Por Se Liga PVH
Erika Hilton assume presidência da Comissão da Mulher em eleição marcada por polarização
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A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados elegeu, nesta quarta-feira (11), a deputada Erika Hilton (Psol-SP) como sua nova presidente para o mandato de 2026. A parlamentar recebeu 11 votos favoráveis, enquanto dez deputados optaram pelo voto em branco, evidenciando a divisão interna do colegiado. Hilton substitui a deputada Célia Xakriabá (Psol-MG) e torna-se a primeira mulher trans a chefiar esta comissão permanente desde a sua criação.

Em seu discurso de posse, a nova presidente destacou o simbolismo de sua eleição para a democracia brasileira e prometeu uma gestão focada na pluralidade. Erika Hilton afirmou que pretende dar voz a diferentes perfis de mulheres, mencionando especificamente as mães solo, trabalhadoras, negras e indígenas. Entre as prioridades anunciadas para o ano legislativo, a deputada citou a fiscalização da rede de proteção às vítimas de agressão, o combate à violência política de gênero e a promoção de políticas de saúde integral.

A eleição, no entanto, foi acompanhada de fortes críticas por parte da bancada de oposição. Deputadas da ala conservadora manifestaram descontentamento com o resultado, alegando que o posto deveria ser ocupado por uma mulher cisgênero e criticando o que classificaram como uma possível “ideologização” dos trabalhos da comissão. Parlamentares como Chris Tonietto (PL-RJ) e Clarissa Tércio (PP-PE) argumentaram que a escolha desvirtua as pautas que consideram essenciais à natureza feminina e aos valores da família.

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Por outro lado, integrantes da base aliada defenderam a legitimidade do pleito e a necessidade de acolher a diversidade. A deputada Erika Kokay (PT-DF) classificou o momento como um ato de resistência contra preconceitos, enquanto a nova 1ª vice-presidente do colegiado, Laura Carneiro, enfatizou que o foco do trabalho deve ser a dignidade de todas as brasileiras, independentemente de inclinações ideológicas. O grupo favorável à nova gestão sustenta que a comissão deve atuar como um órgão de Estado para proteger as populações em situação de vulnerabilidade.

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FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara - 20
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