O governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, incluiu Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, na lista de indivíduos sancionados pela Lei Magnitsky — legislação norte-americana voltada ao combate de corrupção, violações de direitos humanos e evasão de sanções.
A medida abrange também o Lex Instituto de Estudos Jurídicos, entidade vinculada à família, fundada em 2000 pelo próprio ministro Moraes, que agora figura entre os alvos das sanções.
Motivações e justificativas
Segundo o governo americano, a inclusão de Viviane na lista sancionada decorre de indícios de que ela desempenha um papel relevante como braço financeiro da família. A ação integra um esforço de ampliar o escopo das restrições impostas anteriormente a Alexandre de Moraes.
O Lex Instituto, por sua vez, é apontado como instrumento que poderia estar sendo usado para evadir sanções ou movimentar ativos de forma a driblar mecanismos legais.
Efeitos práticos das sanções
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Congelamento de eventuais bens e ativos em território dos EUA;
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Proibição de transações financeiras envolvendo instituições financeiras americanas;
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Restrições de visto ou entrada no país para os sancionados;
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Implicações indiretas para empresas ou entidades que operem com recursos ou parcerias com os EUA, que podem ser pressionadas a cumprir as sanções.
Impacto diplomático
A inclusão de Viviane Barci nas sanções ocorre em um momento de tensão nas relações entre Brasil e Estados Unidos. A medida gera constrangimento para o governo brasileiro, pois ocorre durante a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU.
Até o momento das publicações, os alvos das sanções (Viviane e seu instituto) não haviam divulgado resposta oficial. O STF também não se posicionou publicamente.

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