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Sabado, 02 de Maio de 2026
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Governo revisa tarifa de eletrônicos sem impacto no preço

Revisão nas taxas de importação de eletrônicos mantém preço ao consumidor praticamente estável, com impacto estimado em apenas 0,062%, segundo o MDIC.

Se Liga PVH
Por Se Liga PVH
Governo revisa tarifa de eletrônicos sem impacto no preço
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A revisão das taxas de importação de eletrônicos aprovada pelo governo federal não deve provocar aumento significativo nos preços ao consumidor. A estimativa é de impacto de apenas 0,062%, considerada praticamente nula.

A decisão foi tomada pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex), órgão vinculado à Câmara de Comércio Exterior (Camex), e envolve smartphones e outros produtos eletroeletrônicos.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Industrial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Uallace Moreira Lima, a medida preserva a indústria nacional sem pressionar os preços.

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O que muda na prática

Ao todo, 120 produtos foram analisados:

  • 105 itens tiveram o imposto de importação zerado;
  • 15 produtos mantiveram as alíquotas anteriores, como notebooks, smartphones, roteadores, impressoras em braile e mesas digitalizadoras.

Esses 15 itens poderiam sofrer elevação para 16% ou 20%, mas, com a revisão, permaneceram nas taxas atuais, como 10% ou 16%.

De acordo com o secretário, cerca de 95% dos celulares vendidos no Brasil já são produzidos no país, o que explica o baixo impacto da decisão sobre o consumidor final.

Regime de ex-tarifário mantido

O governo também manteve o regime de ex-tarifário, que reduz a zero o imposto de importação para bens de capital e de informática quando não há produção nacional equivalente.

Pelas novas regras, empresas que tiveram a alíquota elevada de 0% para 7% podem solicitar revisão imediata. Se for comprovado que não existe similar nacional, a tarifa volta a 0%. Caso haja produção equivalente no Brasil, a taxa permanece em 7%.

O mesmo procedimento vale para novos investimentos e importação de máquinas e equipamentos.

Defesa da indústria e diálogo

Segundo Uallace Moreira Lima, o objetivo é equilibrar dois pilares: proteger a cadeia produtiva nacional e manter custos baixos para empresas e consumidores.

Ele afirmou que parte da repercussão negativa inicial ocorreu por interpretação incompleta das resoluções, mas destacou que o governo garantiu diálogo com o setor produtivo para restabelecer benefícios quando cabível.

Para o MDIC, a calibragem das tarifas preserva emprego, renda e competitividade industrial, sem gerar aumento relevante nos preços.

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FONTE/CRÉDITOS: Odair Júnior - Da Agência Brasil - 50
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