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Terça-feira, 28 de Julho de 2026
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Indústria brasileira celebra decisão nos EUA, mas mantém cautela com nova tarifa

Queda do "tarifaço" pela Suprema Corte traz alívio de US$ 21,6 bilhões às exportações do Brasil, porém anúncio de nova taxa de Trump preocupa setores estratégicos.

Se Liga PVH
Por Se Liga PVH
Indústria brasileira celebra decisão nos EUA, mas mantém cautela com nova tarifa
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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e as principais associações setoriais do Brasil reagiram com uma mistura de otimismo e prudência à decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou as tarifas globais impostas por Donald Trump. O levantamento da CNI aponta que a medida isenta US$ 21,6 bilhões em produtos brasileiros que estavam sob forte pressão tributária.

Apesar da vitória jurídica, o cenário permanece complexo. O presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou que a decisão foca especificamente em tarifas baseadas em poderes de emergência (Ieepa). Outras barreiras, como a Seção 232 para aço e alumínio, seguem em vigor, mantendo o setor industrial em alerta.

O setor de café solúvel, um dos mais prejudicados, celebrou a retomada da segurança jurídica. A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) afirmou que a medida corrige distorções que afetavam a competitividade do produto processado, enquanto as indústrias de plástico e têxtil veem uma oportunidade para reequilibrar o fluxo comercial bilateral.

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A Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca) projeta que, caso o cenário se estabilize, as exportações de pescados para os EUA — com foco na tilápia — podem dobrar. No entanto, a euforia é freada pelo anúncio imediato de Trump sobre uma nova tarifa global de 10% por 150 dias, fundamentada na Seção 122 da legislação americana, para combater desequilíbrios no balanço de pagamentos.

Para a indústria têxtil (Abit), a situação exige monitoramento constante, já que os EUA são o principal destino de seus produtos e as taxas já são naturalmente elevadas. O setor produtivo brasileiro agora aguarda a resposta do governo federal e os próximos passos diplomáticos para garantir que o alívio conquistado na justiça não seja anulado por novas manobras administrativas da Casa Branca.

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FONTE/CRÉDITOS: Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil - 20
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