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Segunda-feira, 12 de Outubro de 2026
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Jovem brasileira é reconhecida pela ONU e aponta desafios para COP17 de Combate à Desertificação

Restaurando a Esperança”, é avançar em modelos de bioeconomia e financiamento justo que assegurem meios de subsistência para as comunidades locais.

Se Liga PVH
Por Se Liga PVH
Jovem brasileira é reconhecida pela ONU e aponta desafios para COP17 de Combate à Desertificação
Imagem: News Rondônia
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A participação de jovens nas conferências internacionais sobre meio ambiente tem avançado de forma consistente nos últimos anos, porém ainda esbarra em um obstáculo central: garantir que essa presença se traduza em influência efetiva nos espaços de tomada de decisão. A avaliação é da advogada cearense Beatriz Azevedo, de 33 anos, uma das dez jovens reconhecidas em 2024 como Land Heroes (heróis da terra, em inglês) pela Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD).

O título concedido pela ONU reconhece indivíduos e organizações de juventude que lideram ações de enfrentamento à desertificação, à degradação da terra e à seca, buscando dar visibilidade a agentes de mudança. Para Beatriz, embora exista uma forte narrativa de que os jovens representam a solução para a crise climática, o reconhecimento muitas vezes não vem acompanhado de estrutura, financiamento e oportunidades profissionais proporcionais à cobrança exercida sobre a geração.

Em entrevista à Agência Brasil no decorrer de a cobertura da COP17 de Combate à Desertificação — realizada em Ulaanbaatar, na Mongólia, de 17 a 28 de agosto —, a ambientalista discutiu os gargalos do financiamento climático, os caminhos para transformar representatividade em poder político e a importância de pautar as demandas da Caatinga e do Semiárido brasileiro nos fóruns internacionais.

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Trajetória e conexão local

Presidente da Comissão de Direito Ambiental da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Ceará e fundadora da ABA Climate Solutions, empresa de consultoria voltada ao financiamento climático, Beatriz atua há 14 anos na pauta socioambiental. Segundo ela, a atuação combina a incidência internacional com projetos práticos voltados à realidade do Nordeste brasileiro.

Enquanto a atenção global sobre o Brasil costuma se concentrar na Amazônia no decorrer de as cúpulas climáticas tradicionais, a especialista aponta que a convenção da UNCCD funciona como uma janela estratégica para dar visibilidade aos desafios e soluções da Caatinga e das regiões semiáridas. A expectativa para a COP17, que reúne delegados de 197 países sob o tema “Restaurando a Terra. Restaurando a Esperança”, é avançar em modelos de bioeconomia e financiamento justo que assegurem meios de subsistência para as comunidades locais.

Perguntas Frequentes

O que reconhece o título de Land Hero concedido pela UNCCD?

A premiação ressalta jovens e organizações de juventude que desenvolvem ações de enfrentamento à desertificação, à degradação da terra e à seca, aproximando esses agentes dos processos da ONU.

Quais são os principais desafios apontados pela advogada Beatriz Azevedo para a juventude no ativismo?

A ambientalista aponta que, apesar dos avanços na participação institucional, ainda faltam estrutura, financiamento adequado e oportunidades profissionais proporcionais às cobranças por engajamento.

Onde e quando ocorre a COP17 de Combate à Desertificação?

A conferência é realizada na cidade de Ulaanbaatar, na Mongólia, entre os dias 17 e 28 de agosto.

Com informações de Rafael Cardoso – Repórter da Agência Brasil

Fonte: News Rondônia

FONTE/CRÉDITOS: News Rondônia — https://newsrondonia.com.br/noticias/2026/08/18/jovem-brasileira-e-reconhecida-pela-onu-e-aponta-desafios-para-cop17-de-combate-a-desertificacao/
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