SE LIGA QUE VOCÊ PODE APARECER AQUI

Domingo, 26 de Julho de 2026
canaa
canaa

Geral

“Negociamos com os caminhoneiros”, afirma Boulos após categoria suspender greve nacional

Lideranças adiam paralisação após edição de Medida Provisória sobre piso do frete; Ministro-chefe da Secretaria-Geral acusa distribuidoras de especulação com o preço do diesel.

Se Liga PVH
Por Se Liga PVH
“Negociamos com os caminhoneiros”, afirma Boulos após categoria suspender greve nacional
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Em uma assembleia decisiva realizada na noite desta quinta-feira (19), lideranças dos caminhoneiros optaram por não deflagrar a greve nacional que ameaçava travar o transporte de mercadorias no Brasil. O movimento, motivado pela alta de 20% no diesel em apenas três semanas devido ao conflito no Oriente Médio, deu um “voto de confiança” ao Governo Federal após intensas negociações. Uma nova reunião entre a categoria e o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, está agendada para o próximo dia 25 de março.

Em entrevista nesta sexta-feira (20), Boulos destacou que o diálogo tem sido “insistente e respeitoso” e que a edição da MP 1.343/2026 que endurece a fiscalização do piso mínimo do frete foi fundamental para acalmar os ânimos. Segundo o ministro, a medida garante que o caminhoneiro não absorva sozinho os custos da alta do combustível, transferindo a responsabilidade do cumprimento do piso para os contratantes sob pena de multas pesadas.

Ataque à Especulação e Embate com Governadores

Publicidade

Leia Também:

Durante a declaração, o ministro subiu o tom contra o que chamou de “especulação de malandro” no setor de combustíveis. Segundo ele, o reajuste da Petrobras foi neutralizado pela zeragem do PIS/Cofins feita pelo governo Lula, deixando o preço “no zero a zero”.

Alvo nas Distribuidoras: Boulos citou nominalmente grandes empresas como Ipiranga, Raízen e Vibra (citadas como “Raíssa” e “Fibra”), acusando-as de aumentar preços artificialmente em cima da crise internacional.

Pressão nos Estados: O governo agora direciona a pressão para os governadores de São Paulo (Tarcísio de Freitas), Rio de Janeiro (Cláudio Castro) e Minas Gerais (Romeu Zema). Boulos criticou a recusa desses gestores em zerar o ICMS sobre o óleo diesel para aliviar o setor produtivo.

Próximos Passos: A categoria se reúne novamente no dia 26 de março para avaliar o resultado das conversas com o governo e decidir se mantém a suspensão ou se inicia a paralisação total.

Veja mais notícias

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil - 20
Comentários:

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!