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Domingo, 26 de Abril de 2026

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Novo atlas mapeia rotas de aves migratórias vulneráveis nas Américas

Ferramenta lançada durante a COP15, em Campo Grande, monitora 89 espécies e identifica áreas críticas para conservação; plataforma utiliza dados de ciência cidadã para orientar políticas públicas, licenciamentos ambientais e fortalecer a conectividade ecológica entre 56 países, do Ártico à Patagônia.

Se Liga PVH
Por Se Liga PVH
Novo atlas mapeia rotas de aves migratórias vulneráveis nas Américas
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A preservação da fauna silvestre ganhou um reforço tecnológico estratégico com o lançamento do Atlas de Rotas Migratórias das Américas. Apresentada nesta quinta-feira (26) na programação da COP15, em Campo Grande, a ferramenta mapeia os trajetos, locais de parada e repouso de 89 espécies de aves. O projeto é fruto de uma cooperação internacional entre o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Laboratório de Ornitologia da Universidade de Cornell e órgãos ambientais dos Estados Unidos.

O atlas funciona como um guia para a criação de áreas protegidas e para o refinamento de licenciamentos ambientais. Segundo o diretor de Biodiversidade do MMA, Braulio Dias, a precisão dos dados permite evitar que linhas de transmissão e torres eólicas sejam instaladas em corredores de alta circulação, o que costuma causar alta mortalidade de aves e morcegos. A base de dados, disponível online, será expandida para cobrir 622 espécies que percorrem o continente, desde o Canadá até o extremo sul do Chile.

Ciência cidadã e proteção de espécies ameaçadas

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O desenvolvimento da plataforma contou com milhões de registros gerados por observadores de aves através da plataforma eBird. Essa colaboração permitiu catalogar espécies em declínio acentuado, como o veste-amarela, pássaro que transita entre o Sul do Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai e figura na lista de ameaçadas de extinção. Para a sociedade, o atlas também funciona como um incentivo ao turismo de observação, indicando as épocas do ano em que determinadas espécies são mais comuns em cada região.

A secretária executiva da Convenção de Espécies Migratórias (CMS), Amy Fraenkel, destacou que o atlas é fundamental para fortalecer a conectividade ecológica transfronteiriça. Em um cenário de mudanças climáticas, a ação coordenada entre os países das Américas torna-se vital para garantir que essas aves encontrem refúgio e alimento em suas longas jornadas. A ferramenta consolida o compromisso de 56 nações em monitorar e proteger o patrimônio biológico compartilhado.

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FONTE/CRÉDITOS: Fabíolo Sinimbú - Enviada especial - 20
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