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Domingo, 26 de Abril de 2026

Política

Operação Sutura escancara suspeita de esquema milionário no Ipam

“Foi muita crueldade o que fizeram”, diz Léo Moraes ao comentar supostas cirurgias fantasmas pagas com dinheiro público

Se Liga PVH
Por Se Liga PVH
Operação Sutura escancara suspeita de esquema milionário no Ipam
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Uma operação policial de grande impacto sacudiu Porto Velho na manhã desta sexta-feira (16). A Operação Sutura, deflagrada pela Polícia Civil de Rondônia, cumpriu 14 mandados de busca e apreensão e trouxe à tona graves suspeitas de corrupção envolvendo o Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores do Município (Ipam) durante a gestão passada.

A investigação teve início a partir de denúncia formal apresentada pela atual gestão do prefeito Léo Moraes (PODE), que apontou indícios de que procedimentos cirúrgicos teriam sido pagos com recursos públicos, mas não realizados. O caso mais chocante revelado no inquérito aponta o pagamento de cinco cirurgias de retirada de útero atribuídas a uma mesma paciente, situação considerada incompatível com qualquer prática médica.

Segundo informações oficiais, as irregularidades foram identificadas logo no início da atual administração e imediatamente encaminhadas às autoridades competentes. A apuração ficou sob responsabilidade da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO 2), sediada em Cacoal, que reuniu elementos considerados suficientes para a deflagração da operação.

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Durante coletiva de imprensa no Complexo da Polícia Civil, o prefeito Léo Moraes falou ao lado dos delegados responsáveis e classificou o caso como cruel e revoltante, destacando o impacto direto sobre os servidores municipais.

“Foi muita crueldade o que fizeram no Ipam. Estamos falando de dinheiro da saúde, de recursos que deveriam garantir atendimento digno aos servidores e que podem ter sido desviados de forma irresponsável”, afirmou.

As investigações apontam que os fatos teriam ocorrido com a suposta anuência de servidores e fornecedores que atuavam durante a gestão do então prefeito Hildon Chaves (PSDB). Mandados de busca e apreensão atingiram endereços ligados a ex-gestores e prestadores de serviços, incluindo alvos diretamente relacionados ao antigo comando do Ipam.

Léo Moraes ressaltou a celeridade e a postura firme da atual gestão, afirmando que não houve qualquer tentativa de acobertamento.

“Assim que tomamos conhecimento dessas suspeitas, repassamos tudo às autoridades. Não vamos proteger erros nem irregularidades, venham de onde vierem”, declarou.

O prefeito também alertou que práticas desse tipo colocam em risco o funcionamento do Ipam, especialmente na área da saúde, e prejudicam diretamente milhares de servidores públicos municipais.

A Operação Sutura segue em sua fase ostensiva. A Polícia Civil continuará a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e demais materiais apreendidos, com a expectativa de identificar todos os envolvidos e dimensionar o possível prejuízo aos cofres públicos.

A Prefeitura de Porto Velho informou que irá acompanhar de perto os desdobramentos da investigação e reforçou que qualquer resquício de mau uso do dinheiro público será combatido com rigor, garantindo transparência e responsabilização.

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