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Quinta-feira, 29 de Outubro de 2026
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Prefeito de Macapá renuncia após afastamento pelo STF por suspeita de desvios

Dr. Furlan é alvo da Operação Paroxismo, que investiga fraude de R$ 70 milhões em obras de hospital; presidente da Câmara assume o cargo.

Se Liga PVH
Por Se Liga PVH
Prefeito de Macapá renuncia após afastamento pelo STF por suspeita de desvios
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O prefeito de Macapá, Dr. Furlan (PSD), oficializou sua renúncia ao cargo nesta quinta-feira (5), em ofício enviado à Câmara Municipal. A decisão ocorre logo após ele ter sido afastado das funções por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino. Embora alegue que a saída se deve ao plano de concorrer ao governo estadual nas eleições deste ano, Furlan é o foco central de uma investigação da Polícia Federal sobre desvios de recursos federais.

O vice-prefeito, Mario Neto, também foi afastado. Com a vacância dos cargos, o presidente da Câmara de Vereadores, Pedro DaLua (União Brasil), assumiu a prefeitura de Macapá interinamente.

A Operação Paroxismo: Entenda as suspeitas

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As investigações da PF miram a construção do Hospital Geral Municipal, um contrato de aproximadamente R$ 70 milhões. Segundo o relatório, há indícios de um esquema estruturado para o direcionamento de licitações e lavagem de dinheiro:

Fraude Licitatória: A proposta da empresa Santa Rita Engenharia era idêntica ao orçamento interno da prefeitura, sugerindo acesso prévio a dados sigilosos.

Saques em Espécie: Sócios da empresa realizaram saques anômalos que somam quase R$ 10 milhões logo após receberem repasses do município.

Conexão com o Prefeito: A PF identificou que parte do dinheiro teria sido transportada em veículos de Furlan e que houve transferências bancárias para contas ligadas à ex-esposa e à atual companheira do político.

Decisão do STF

Ao determinar o afastamento, o ministro Flávio Dino ressaltou que a manutenção de Furlan e de seu vice no poder representava um risco à instrução criminal. Segundo o ministro, os investigados poderiam utilizar o acesso a sistemas e documentos para ocultar ou destruir provas, além de manterem a capacidade de articular novos processos licitatórios fraudulentos.

Em sua nota de renúncia, Dr. Furlan não comentou diretamente as acusações de corrupção, focando no agradecimento ao povo macapaense e na justificativa eleitoral para a desincompatibilização do cargo.

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FONTE/CRÉDITOS: Luciano Nascimento - Repórter da Agência Brasil - 20
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