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Terça-feira, 28 de Julho de 2026
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Retomada da indústria em janeiro é insuficiente para compensar perdas do último ano

Faturamento do setor de transformação cresce 2,3% no primeiro mês de 2026, mas mantém queda acentuada de quase 10% no comparativo anual.

Se Liga PVH
Por Se Liga PVH
Retomada da indústria em janeiro é insuficiente para compensar perdas do último ano
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A indústria de transformação brasileira iniciou 2026 com sinais de fôlego, mas ainda sob a sombra de um cenário recessivo acumulado. Dados da pesquisa Indicadores Industriais, divulgados nesta segunda-feira (9) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostram que o faturamento do setor avançou 2,3% em janeiro na comparação com dezembro. Apesar do respiro mensal, o índice revela a fragilidade do segmento ao registrar uma retração severa de 9,7% quando comparado ao mesmo período de 2025.

O desempenho tímido reflete a persistência de gargalos econômicos que marcaram o ano anterior, como as taxas de juros elevadas e o encarecimento do crédito. Segundo a CNI, a utilização da capacidade instalada das fábricas ficou em 77,6%, patamar que, embora ligeiramente superior ao mês anterior, ainda se encontra abaixo do nível de atividade observado no início de 2025. A entrada massiva de produtos importados e a demanda doméstica desaquecida completam o quadro de dificuldades enfrentado pelos fabricantes nacionais.

No mercado de trabalho industrial, houve uma leve recuperação no volume de contratações, interrompendo uma sequência de quatro meses de cortes. O nível de emprego subiu 0,5% em janeiro, acompanhado por um aumento de 1% na massa salarial real. Contudo, as horas trabalhadas na produção, apesar de uma alta marginal, seguem em trajetória descendente no longo prazo, acumulando queda de 2,6% em relação ao ano passado, o que sinaliza uma cautela das empresas em acelerar o ritmo de fabricação.

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Especialistas da entidade apontam que a expectativa por um corte na taxa Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom) ainda este mês traz otimismo, mas alertam que os efeitos práticos na economia real não serão imediatos. Mesmo com uma eventual redução, o custo do dinheiro deve permanecer em níveis restritivos para o investimento produtivo no curto prazo. Para a indústria, a reversão definitiva do quadro negativo depende não apenas da queda dos juros, mas de uma recuperação robusta do consumo e da competitividade frente aos bens estrangeiros.

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FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil - 20
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