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Segunda-feira, 27 de Julho de 2026
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Sobreviventes de tragédia em Juiz de Fora denunciam falha em alertas

Número de mortos na cidade mineira já ultrapassa 60; moradores do bairro Jardim Parque Burnier afirmam que não houve avisos antes dos deslizamentos.

Se Liga PVH
Por Se Liga PVH
Sobreviventes de tragédia em Juiz de Fora denunciam falha em alertas
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A tragédia provocada pelas fortes chuvas em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, levanta questionamentos sobre a eficácia dos sistemas de prevenção e comunicação de riscos. Sobreviventes e especialistas da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) defendem a implementação urgente de um plano que instrua a população sobre rotas de fuga e abrigos. Até esta sexta-feira, 27, o balanço oficial contabilizava mais de 60 mortos e milhares de desabrigados, no que já é considerado um dos eventos climáticos mais extremos da história do município.

No bairro Jardim Parque Burnier, uma das áreas mais castigadas, o cenário é de destruição. O local, que concentra mais de 20 vítimas fatais, possui um histórico conhecido de deslizamentos por estar cercado de encostas íngremes. O pedreiro Danilo Frates, que escapou com vida, relatou que não recebeu nenhum aviso sonoro ou mensagem de alerta antes de a encosta ceder. Segundo ele, a percepção do perigo só ocorreu quando uma nuvem de poeira subiu dos escombros, dificultando qualquer tentativa de aviso aos vizinhos.

Para especialistas da UFJF, embora a cidade possua um mapeamento de riscos, a comunicação com as comunidades vulneráveis falhou. O professor Miguel Felippe destaca que não basta monitorar; é preciso que os moradores saibam exatamente para onde ir ao primeiro sinal de perigo. Por outro lado, a prefeitura de Juiz de Fora argumenta que o sistema de mensagens via celular está ativo, mas que muitas pessoas resistem a deixar seus imóveis por medo de saques ou por acreditarem que a estrutura resistirá, como em anos anteriores.

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A secretária de Desenvolvimento Urbano, Cidinha Louzada, explicou que Juiz de Fora é a nona cidade brasileira com maior risco geológico. Ela afirmou que o uso de sirenes sonoras é considerado inadequado para as características do terreno local pela Defesa Civil. Como medida de longo prazo, o município aposta em obras de contenção que somam R$ 500 milhões em recursos federais e na entrega de unidades do programa Minha Casa, Minha Vida para retirar famílias de áreas condenadas. Com o solo saturado por um volume de chuva que não se via há 30 anos, o risco de novos soterramentos permanece alto.

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FONTE/CRÉDITOS: Isabela Vieira e Rafael Cardoso – repórteres da Agência Brasil - 20
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