SE LIGA QUE VOCÊ PODE APARECER AQUI

Sabado, 12 de Setembro de 2026
canaa
canaa

Geral

Zanin nega pedido para obrigar instalação da CPI do Banco Master na Câmara

Ministro apontou falhas processuais no mandado de segurança; deputado Rodrigo Rollemberg anunciou que irá recorrer da decisão.

Se Liga PVH
Por Se Liga PVH
Zanin nega pedido para obrigar instalação da CPI do Banco Master na Câmara
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quinta-feira (12) o pedido para que a Corte determinasse a abertura imediata de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados para investigar fraudes bilionárias no Banco Master. O mandado de segurança havia sido protocolado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), que acusa o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), de omissão deliberada ao não dar andamento ao requerimento, que já conta com as 201 assinaturas necessárias.

Em sua decisão, Zanin argumentou que o pedido apresentava “deficiências processuais” e que não foram apresentadas provas documentais pré-constituídas de que Hugo Motta estaria agindo com resistência pessoal ou má-fé. O ministro ressaltou que a análise de omissão exige elementos concretos de que o rito regimental foi ignorado injustificadamente. Após a decisão, Rollemberg manifestou discordância e afirmou que a bancada irá recorrer, sustentando que a ausência de publicação do requerimento já configura, por si só, um ato de bloqueio à prerrogativa das minorias parlamentares.

Entrave ético e suspeição no STF

Publicidade

Leia Também:

O caso do Banco Master tem provocado abalos institucionais no Judiciário. Antes de chegar às mãos de Zanin, o mandado de segurança estava sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, que se declarou suspeito por motivo de “foro íntimo” na última quarta-feira (11). A suspeição ocorreu após a Polícia Federal identificar mensagens no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, preso na Operação Compliance Zero, que citavam o nome de Toffoli e sua ligação com o resort Tayayá, no Paraná empreendimento financiado por fundos investigados por suspeita de lavagem de dinheiro ligada ao Master.

Além disso, o escrutínio sobre a Corte aumentou após a revelação de contratos de consultoria no valor de R$ 129,6 milhões pagos pelo banco ao escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes. Embora os pagamentos tenham sido defendidos como honorários advocatícios regulares, a oposição no Congresso tem utilizado os dados para pressionar pela instalação não apenas da CPI na Câmara, mas também de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) para apurar a extensão do que a PF classifica como o maior rombo bancário da história recente do país, estimado em R$ 47 bilhões.

Veja mais notícias

FONTE/CRÉDITOS: Andre Richter - Repórter da Agência Brasil - 20
Comentários:

Crie sua conta e confira as vantagens do Portal

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!