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Sabado, 12 de Setembro de 2026
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Anvisa aprova novo medicamento para tratamento de epilepsia de difícil controle

Cenobamato é indicado para adultos farmacorresistentes e demonstrou redução significativa na frequência de crises em estudos clínicos.

Se Liga PVH
Por Se Liga PVH
Anvisa aprova novo medicamento para tratamento de epilepsia de difícil controle
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu registro ao medicamento Xcopri (cenobamato), indicado para o tratamento de crises focais em adultos com epilepsia farmacorresistente. A aprovação, publicada nesta terça-feira (10), atende a uma parcela de aproximadamente 30% dos pacientes que não obtêm controle da condição mesmo após a utilização de pelo menos dois tratamentos diferentes.

O cenobamato atua na regulação da atividade elétrica cerebral para reduzir a incidência de episódios convulsivos. Durante os testes clínicos, o fármaco apresentou resultados expressivos: 64% dos pacientes que receberam a dosagem de 400 mg por dia alcançaram uma redução de pelo menos 50% na frequência das crises. Em comparação, o grupo que utilizou placebo obteve uma melhora de 26%.

Disponibilidade e Acesso

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Apesar da aprovação do registro, o medicamento da Momenta Farmacêutica ainda não tem data para chegar às farmácias. O cronograma de comercialização depende de dois fatores principais:

Preço: A Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) deve definir o valor máximo de venda.

Rede Pública: A incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS) passará por análise da Conitec e decisão final do Ministério da Saúde.

Conscientização e “Março Roxo”

A liberação do fármaco ocorre durante o Março Roxo, mês dedicado à conscientização sobre a epilepsia, que afeta mais de 2 milhões de brasileiros. Para a neurologista Juliana Passos, da Liga Brasileira de Epilepsia (LBE), o medicamento representa um avanço urgente, pois oferece chances superiores de controle para pacientes que antes possuíam opções terapêuticas limitadas.

A epilepsia é caracterizada por alterações temporárias no funcionamento cerebral. Especialistas reforçam que o diagnóstico é clínico e que o relato detalhado das crises — incluindo a percepção da “aura” (crise sem perda de consciência) e fatores precipitantes — é fundamental para a definição do tratamento adequado.

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FONTE/CRÉDITOS: Flávia Albuquerque - repórter da Agência Brasil - 20
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