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Quinta-feira, 11 de Junho de 2026
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Ataque russo deixa 2,6 mil prédios sem aquecimento em Kiev

Bombardeio contra infraestrutura energética provoca cortes de calefação na capital ucraniana em meio a temperaturas negativas e amplia crise humanitária.

Se Liga PVH
Por Se Liga PVH
Ataque russo deixa 2,6 mil prédios sem aquecimento em Kiev
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Um ataque russo deixou 2,6 mil prédios residenciais sem aquecimento em Kiev após bombardeios contra infraestruturas energéticas em diferentes regiões da Ucrânia.

Segundo a Força Aérea ucraniana, a ofensiva ocorreu durante a noite, com o lançamento de 24 mísseis e 219 drones. Do total de projéteis de longo alcance, 15 foram interceptados pelas defesas antiaéreas. Ainda assim, nove mísseis balísticos e 19 drones atingiram 13 pontos nas regiões de Kiev, Kharkiv, Dnipro e Odessa.

O prefeito da capital, Vitali Klitschko, informou que quase 2,6 mil edifícios ficaram sem aquecimento após o ataque. Ele acrescentou que mais de mil prédios já estavam sem calefação devido a bombardeios anteriores.

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A situação é agravada pelo inverno rigoroso. Nesta época do ano, a região registra temperaturas negativas, o que aumenta o risco para a população civil.

Nos últimos meses, Rússia e Ucrânia têm intensificado ataques contra infraestruturas energéticas, provocando interrupções no fornecimento de eletricidade e gás em ambos os lados do conflito.

De acordo com a Anistia Internacional, a Ucrânia perdeu mais da metade de sua capacidade de produção de energia, e cerca de 80 por cento do país foi afetado por cortes emergenciais.

Relatos de civis apontam apartamentos gelados, tubulações congeladas e rompidas, elevadores parados e falhas nas redes de telefonia. Diante da falta de aquecimento, moradores recorrem a soluções improvisadas, como fogões a querosene, aquecimento de tijolos e uso de velas, o que aumenta o risco de acidentes.

A continuidade dos ataques à infraestrutura energética aprofunda a crise humanitária e pressiona ainda mais os serviços públicos em meio à guerra que já se estende por quase quatro anos.

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FONTE/CRÉDITOS: Agência Lusa - 20
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