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Domingo, 26 de Abril de 2026

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Com nota C: Tesouro Nacional aponta desafios fiscais para Porto Velho

Relatório do Tesouro Nacional aponta que Porto Velho recebeu nota C na Capacidade de Pagamento, refletindo alto comprometimento da receita com despesas correntes e menor margem para investimentos.

Se Liga PVH
Por Se Liga PVH
Com nota C: Tesouro Nacional aponta desafios fiscais para Porto Velho
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Dados divulgados pelo Tesouro Nacional revelam o cenário fiscal das capitais da Região Norte e acendem um sinal de alerta para Porto Velho. A capital de Rondônia recebeu nota C na avaliação da Capacidade de Pagamento (CAPAG), indicador que mede a saúde financeira dos municípios brasileiros. A nota CAPAG é determinante para que as prefeituras consigam garantia da União para empréstimos e financiamentos, impactando diretamente a realização de obras e novos investimentos.

Segundo o levantamento de 2025, Porto Velho teve a nota rebaixada principalmente em razão do alto índice de Despesas Correntes, que atingiu 95,60% da receita ajustada. Pela metodologia da CAPAG, quando esse percentual ultrapassa 95%, há rebaixamento automático da classificação. O elevado comprometimento da receita com despesas correntes reduz o espaço fiscal para investimentos em infraestrutura e políticas públicas, limitando a capacidade de expansão de serviços à população.

Em Porto Velho, os indicadores detalhados da CAPAG reforçam o cenário de atenção nas contas públicas: a Dívida Consolidada corresponde a 26,71% da Receita Corrente Líquida; as Despesas Correntes atingem 95,60% da Receita Corrente Ajustada, percentual que ultrapassa o limite crítico estabelecido pela metodologia; a Disponibilidade de Caixa Bruta, somada à insuficiência de caixa e obrigações financeiras, representa 5,26% da Receita Corrente Líquida; e a Despesa com Pessoal alcança 48,79%.

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Enquanto Porto Velho aparece em situação de alerta, outras capitais da região apresentam desempenho mais favorável. Rio Branco lidera com nota A+, seguida por Boa Vista e Belém, ambas com nota A. Palmas e Manaus receberam B+, sendo que a capital amazonense registra o maior índice de endividamento da região, com 44,19%. Já Macapá aparece como N.I. (Não Informado), por não ter encaminhado todos os dados ao Tesouro.

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FONTE/CRÉDITOS: Wanglézio Braga
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