Em pronunciamento firme que ganhou grande repercussão nas redes sociais, o comandante-geral da Polícia Militar de Rondônia, coronel Régis Braguin, fez duras críticas à fragilidade das leis penais brasileiras diante do avanço do crime organizado. Segundo ele, o país vive uma explosão da criminalidade impulsionada por uma legislação ineficaz e ultrapassada, incapaz de conter facções cada vez mais bem armadas e ousadas.
“O crime organizado não teme as leis penais brasileiras porque elas não são suficientes para coibir suas ações”, afirmou Braguin. Conhecido por seu posicionamento contundente, o comandante destacou que as organizações criminosas têm crescido e desafiado o Estado justamente por se beneficiarem de um sistema jurídico permissivo. “A legislação virou um escudo furado”, disparou.
Na gravação amplamente divulgada, o coronel relata os desafios enfrentados diariamente pelos policiais militares. “Lidamos com criminosos fortemente armados, que não hesitam em confrontar a polícia. Nossa missão de proteger a sociedade exige preparo, estratégia e respaldo legal. Sem ilusões”, declarou.
Braguin ressaltou que a Polícia Militar atua rigorosamente dentro da legalidade, mas alertou que as brechas na lei colocam os agentes de segurança pública em constante desvantagem. “A polícia protege a lei, mas a lei está fragilizada, precária, obsoleta. Ela nos deixa cada vez mais expostos diante do poder de fogo do crime”, disse.
Em sua fala, o comandante também abordou a realidade dos confrontos. “A prioridade é neutralizar o criminoso armado. Se isso resultar em óbito durante o enfrentamento, é uma consequência da escolha do próprio criminoso, nunca do policial”, afirmou.
Braguin ainda citou o modelo adotado por El Salvador como exemplo de endurecimento contra o crime, onde milhares de membros de facções foram presos em ações coordenadas pelo Estado. Para ele, o Brasil investe pesadamente em segurança pública, mas os resultados são comprometidos por uma legislação que não acompanha os avanços do crime. “O Estado investe bilhões, mas a lei penal não acompanha. O resultado é o fortalecimento da criminalidade e o sacrifício constante de policiais”, completou.
A declaração do comandante reacende o debate sobre a necessidade urgente de revisão das leis penais brasileiras, o endurecimento do combate ao crime organizado e a valorização das forças de segurança que colocam suas vidas em risco todos os dias para proteger a população.

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