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Quinta-feira, 11 de Junho de 2026
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Federação de petroleiros atribui alta do diesel a privatizações e margens abusivas

FUP critica falta de controle estatal sobre a distribuição e aponta "distorções estruturais" herdadas de gestões anteriores; cenário é agravado por guerra no Oriente Médio.

Se Liga PVH
Por Se Liga PVH
Federação de petroleiros atribui alta do diesel a privatizações e margens abusivas
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) manifestou-se nesta quarta-feira (18) sobre a recente escalada nos preços do óleo diesel, atribuindo o encarecimento a falhas estruturais no setor de combustíveis. Segundo a entidade, a privatização da BR Distribuidora (atual Vibra Energia) reduziu a capacidade do Estado de regular o mercado interno, permitindo que empresas privadas repassem imediatamente as oscilações internacionais aos consumidores. A diretora da FUP, Cibele Vieira, destacou que, embora a Petrobras consiga equilibrar valores nas refinarias, a ausência de uma rede de distribuição pública e a dependência de importações favorecem aumentos considerados abusivos ao longo da cadeia.

Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) indicam que o preço médio do diesel S10 subiu 12% em apenas uma semana, saltando de R$ 6,15 para R$ 6,89. A pressão ocorre em um momento de disparada do petróleo tipo Brent, que atingiu US$ 108 devido ao conflito envolvendo o Irã. Como o Brasil importa cerca de 30% do diesel consumido, o país fica vulnerável ao possível bloqueio do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% da produção mundial de óleo e gás. O coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, alertou que a alta do combustível gera um efeito cascata na inflação, encarecendo o transporte e os alimentos.

Para mitigar o impacto, o governo federal anunciou medidas como a redução a zero das alíquotas de PIS e Cofins e uma subvenção de R$ 0,32 por litro para produtores e importadores. Além disso, foi proposta aos estados a zeragem do ICMS sobre o diesel importado. Atualmente, a Petrobras mantém preços nas refinarias cerca de 59% abaixo da paridade internacional para proteger o mercado interno, mas a FUP reforça que a empresa possui alcance limitado sobre o valor final cobrado nas bombas devido aos contratos de venda de suas antigas subsidiárias.

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FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil - 20
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