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Terça-feira, 03 de Novembro de 2026
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Alero debate impactos da privatização e preço do pedágio da BR-364

Audiência pública proposta pelo deputado Alan Queiroz reúne autoridades e sociedade para questionar falhas em estudos técnicos e o alto custo das tarifas em Rondônia

Se Liga PVH
Por Se Liga PVH
Alero debate impactos da privatização e preço do pedágio da BR-364
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A Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) realizou, na tarde de segunda-feira (2), uma audiência pública para discutir os reflexos da concessão da BR-364. O evento, proposto pelo deputado estadual Alan Queiroz (Podemos), focou nos impactos sociais e econômicos da privatização para os moradores e o setor produtivo. Parlamentares e representantes da sociedade civil questionaram a falta de investimentos em infraestrutura e os valores cobrados nas tarifas de pedágio.

Segundo Alan Queiroz, o debate não visa reverter a concessão, já consolidada, mas buscar ajustes que protejam o cidadão. “A privatização precisa ser debatida com transparência para garantir melhorias reais e preços justos para quem depende diariamente dessa estrada”, afirmou o parlamentar. A audiência destacou que o sistema atual tem prejudicado a trafegabilidade e onerado excessivamente o transporte de cargas e passageiros em Rondônia.

Questionamentos sobre o valor do pedágio

Um dos pontos centrais da discussão foi a denúncia de que Rondônia possui o “pedágio mais caro do Brasil”. O deputado Delegado Camargo (Republicanos) apresentou dados técnicos apontando que a tarifa média é de R$ 21,10 para cada 100 km, valor muito superior aos R$ 9,00 praticados em estados como Mato Grosso do Sul. Camargo revelou que os estudos de tráfego foram realizados em apenas sete dias, durante a pandemia, o que teria distorcido o cálculo tarifário.

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Além disso, o parlamentar criticou a substituição das praças físicas pelo sistema Free Flow e a ausência de obras previstas no edital, como o alargamento da pista e a instalação de antenas de comunicação. Como alternativa ao monopólio da rodovia federal, o deputado sugeriu investimentos na “Rodovia do Boi”. O projeto visa pavimentar um traçado paralelo à BR-364, ligando Colorado do Oeste a Porto Velho, com custo estimado de R$ 5 bilhões.

Posicionamento da concessionária e órgãos de controle

O representante da Concessionária Nova 364, João Siqueira, afirmou que a empresa está aberta ao diálogo e destacou que os municípios receberão o Imposto Sobre Serviço (ISS) gerado pela operação. Já Marcelo Gotardello, representante da ANTT, defendeu o modelo de fiscalização e explicou que o sistema Free Flow é uma tendência nacional para garantir comodidade. Contudo, Gotardello admitiu que os estudos iniciais apresentaram falhas, mas ressaltou que os preços já estão definidos em contrato.

O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público Estadual (MP/RO) acompanharam atentamente os relatos sobre prejuízos aos produtores rurais e danos ao asfalto urbano causados por desvios de caminhões. O procurador Leonardo Trevizani (MPF) afirmou que os dados colhidos na Alero serão essenciais para ações judiciais que buscam a revisão do processo de concessão da BR-364. A audiência foi transmitida ao vivo e contou com a participação de prefeitos e lideranças da Aprosoja.

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FONTE/CRÉDITOS: Jocenir Sérgio Santanna ISecom ALE/RO - 010
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