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Sabado, 12 de Setembro de 2026
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Indústria defende energia nuclear como estratégica para a soberania

Especialistas reunidos no Rio de Janeiro apontam necessidade de domínio completo do ciclo do urânio; Brasil busca autonomia tecnológica para garantir segurança energética nacional.

Se Liga PVH
Por Se Liga PVH
Indústria defende energia nuclear como estratégica para a soberania
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O desenvolvimento da energia nuclear é fundamental para que o Brasil alcance a autonomia energética e fortaleça sua soberania nacional. Esta é a principal conclusão de especialistas que participaram do Nuclear Summit, realizado nesta segunda-feira (23) na Casa Firjan, no Rio de Janeiro. Em um cenário geopolítico marcado por instabilidades nas cadeias de petróleo e gás, a fonte nuclear surge como uma alternativa estável e escalável, capaz de fornecer energia constante independentemente de fatores climáticos como chuvas ou ventos.

De acordo com a Associação Brasileira para Desenvolvimento de Atividades Nucleares (Abdan), o país deve focar no domínio tecnológico completo, desde a extração do minério até o enriquecimento e a construção de reatores. Atualmente, o Brasil possui a técnica, mas ainda carece de infraestrutura para a etapa de conversão do urânio, que é realizada no exterior. Dominar esse processo permitiria ao país agregar valor ao mineral, deixando de exportar matéria-prima bruta para comercializar combustível nuclear processado.

Ciclo do Urânio e Expansão em Angra

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O ciclo do combustível nuclear no Brasil é um monopólio estatal voltado exclusivamente para fins pacíficos. A extração ocorre em Caetité (BA) e o enriquecimento em Resende (RJ). Para avançar na soberania, o setor discute a conclusão da usina de Angra 3, cujas obras estão paralisadas e geram um custo de manutenção de R$ 1 bilhão por ano. O custo para abandonar o projeto é estimado entre R$ 22 bilhões e R$ 26 bilhões, valor que pode superar o investimento necessário para finalizar a construção.

Atualmente, as usinas Angra 1 e Angra 2 garantem o abastecimento equivalente a uma metrópole de 2,3 milhões de habitantes. Além do aspecto econômico, a energia nuclear ganha protagonismo na transição energética por ser uma fonte firme e de baixa emissão de gases poluentes. Recentemente, o governo brasileiro aderiu a um compromisso internacional para triplicar a capacidade nuclear até 2050, visando cumprir metas climáticas globais e reduzir a dependência de combustíveis fósseis em longo prazo.

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FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil - 20
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