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Quinta-feira, 11 de Junho de 2026
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Justiça defere pedido de recuperação extrajudicial do Grupo Pão de Açúcar

Medida visa a renegociação de R$ 4,5 bilhões em dívidas e garante a continuidade das operações com fornecedores e funcionários.

Se Liga PVH
Por Se Liga PVH
Justiça defere pedido de recuperação extrajudicial do Grupo Pão de Açúcar
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A 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca de São Paulo aceitou, nesta quarta-feira (11), o pedido de recuperação extrajudicial protocolado pelo Grupo Pão de Açúcar (GPA). A decisão permite que a varejista renegocie diretamente com seus credores uma dívida acumulada de aproximadamente R$ 4,5 bilhões, referente a créditos sem garantias. O deferimento judicial cria um ambiente de estabilidade para que as tratativas, que já estavam em curso, sejam finalizadas em um prazo de 90 dias.

De acordo com o fato relevante assinado pelo vice-presidente de Finanças do grupo, Pedro Vieira Lima de Albuquerque, o plano foi estruturado para não afetar as operações do dia a dia. Estão excluídas da renegociação as dívidas trabalhistas e os pagamentos a fornecedores, parceiros e clientes. O objetivo da administração é fortalecer o balanço financeiro e melhorar o perfil do endividamento da companhia, assegurando que as prateleiras continuem abastecidas e os compromissos operacionais sejam rigorosamente cumpridos.

Para obter o aval da Justiça, o GPA apresentou um acordo prévio com seus principais credores, que detêm cerca de R$ 2,1 bilhões do montante total afetado. Esse valor supera o quórum mínimo legal de um terço dos créditos exigido para o processamento da recuperação extrajudicial. A estratégia foca em alongar prazos e ajustar taxas de juros com instituições financeiras e detentores de títulos, sem a necessidade de uma intervenção judicial direta na gestão do negócio.

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A rede de supermercados destacou que o plano é um passo fundamental para posicionar a companhia para o futuro, garantindo fôlego financeiro em um momento de reestruturação do setor varejista. O anúncio ocorre após um período de ajustes estratégicos no grupo, que busca retomar a rentabilidade de suas principais bandeiras. Com a segurança jurídica garantida pela decisão, o GPA espera concluir a repactuação das dívidas dentro do cronograma estabelecido, minimizando impactos para os acionistas e para o mercado.

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FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil - 20
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