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Segunda-feira, 27 de Julho de 2026
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Política

Justiça Eleitoral rejeita acusação de fraude à cota de gênero contra o Avante em Candeias do Jamari

Decisão confirma lisura das candidaturas e mantém mandatos dos vereadores eleitos

Se Liga PVH
Por Se Liga PVH
Justiça Eleitoral rejeita acusação de fraude à cota de gênero contra o Avante em Candeias do Jamari
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Em sentença publicada nesta quarta-feira (31), o juiz eleitoral da 21ª Zona de Porto VelhoDr. Danilo Kanthack Paccini, julgou improcedente a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) movida contra o partido Avante e seus candidatos proporcionais nas eleições de 2024, afastando qualquer hipótese de fraude à cota de gênero.

A ação foi proposta por Euzébio Lopes Novais, que alegava que a candidatura de Kacyele dos Santos Rigotti seria fictícia, utilizada apenas para preencher a exigência legal mínima de 30% de candidaturas femininas. Ele ainda sustentou que a candidata não teria feito campanha e que teria atuado em benefício da candidatura de seu pai, filiado a outro partido.

Entretanto, a Justiça Eleitoral concluiu que não havia provas capazes de sustentar as acusações. Na decisão, o magistrado destacou:

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“Inexiste nos autos qualquer prova de que a candidatura de Kacyele pelo partido Avante teria beneficiado a de seu genitor, que concorreu ao cargo de vereador pelo PL”.

Campanha efetiva e desistência justificada

O processo comprovou que Kacyele realizou atos concretos de campanha, como impressão de materiais gráficos, divulgação nas redes sociais e reuniões com eleitores, confirmadas por testemunhas. Sua saída da disputa ocorreu por motivos pessoais: uma gravidez precoce e delicada, devidamente atestada por laudo médico.

O juiz destacou que a situação não caracteriza fraude e ressaltou que “aplicar rigidamente a jurisprudência sem considerar contextos clínicos específicos poderia representar medida discriminatória”, invocando os princípios da dignidade da pessoa humana e do favor participationis.

Além disso, a prestação de contas da candidata foi aprovada pela Justiça Eleitoral, com movimentação de R$ 10 mil, valor compatível com campanhas modestas em municípios de pequeno porte.

Vereadores mantidos nos cargos

Também foram alvos da ação os vereadores Luciana de Souza Saldanha e Marcos Almeida da Hora, ambos mantidos no cargo. A defesa do Avante foi conduzida pelo advogado Manoel Veríssimo Ferreira Neto, que sustentou a regularidade da chapa e afastou qualquer simulação de candidatura feminina.

A decisão segue o entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que exige provas concretas para caracterizar fraude, especialmente quando há justificativas legítimas para a redução das atividades de campanha.

Com a improcedência da ação, o Avante mantém a validade de seu Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP), a totalidade dos votos e os mandatos de seus vereadores eleitos.

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