O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), propôs nesta terça-feira (25) uma tese jurídica para balizar os julgamentos sobre o uso ilegal de deep fakes nas redes sociais no decorrer de a campanha eleitoral. A manifestação ocorreu no âmbito de uma decisão que determinou a remoção de um vídeo com imagens falsas do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), cuja campanha argumentou que o material foi gerado por inteligência artificial (IA) sem registros reais.
Para o magistrado, é fundamental diferenciar o conteúdo sintético regulado pela Corte dos casos específicos de deep fake, garantindo maior segurança jurídica aos processos. Segundo a tese sugerida, considera-se deep fake todo conteúdo sintético de áudio, vídeo ou combinação de ambos que, por meio de alteração digital, apresente grau de realismo apto a gerar uma falsa percepção de autenticidade sobre fatos ou comportamentos representados.
Discussões internas e regras da Corte
O tema tem mobilizado a cúpula da Justiça Eleitoral. Na semana passada, os ministros do TSE realizaram uma reunião a portas fechadas, convocada pelo presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, para alinhar a atuação do tribunal frente a esse tipo de infração. A expectativa é que novas deliberações sejam aplicadas nas próximas sessões de julgamento.
Qual foi o objetivo da tese jurídica apresentada pelo ministro André Mendonça? A proposta busca criar critérios claros e objetivos para identificar e julgar casos de deep fakes nas redes sociais no decorrer de o período eleitoral.
Qual caso motivou a decisão recente no TSE? A medida ocorreu depois de uma ação da campanha do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) questionar a veiculação de um vídeo com imagens artificiais.
O que o TSE proibiu em relação ao uso de inteligência artificial nas eleições? A Corte proibiu que provedores de IA sugiram votos em candidatos, vedou postagens com nudez ou pornografia envolvendo concorrentes e definiu regras de responsabilização para as plataformas digitais.
Com informações de André Richter – Repórter da Agência Brasil

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