Uma mulher de 69 anos foi condenada à pena de prisão perpétua nos Estados Unidos após confessar o assassinato de seu próprio filho e esconder o cadáver atrás de uma parede falsa construída dentro de casa. Além de ocultar o corpo por um longo período, a condenada ainda fingiu por meses que a vítima continuava viva, enviando mensagens de texto e cartas falsificadas para enganar os familiares. O caso bárbaro ocorreu na cidade de Gulfport, situada no estado do Mississippi, e chocou as autoridades locais pela complexidade da trama montada para encobrir o crime.
As investigações do caso tiveram início em janeiro de 2024, após o irmão de John Allen Gaither, de 42 anos, registrar o desaparecimento do rapaz junto às autoridades policiais. Questionada inicialmente sobre o paradeiro do filho, a mãe, identificada como Jerri Roby, alegou que ele havia viajado para o estado da Louisiana utilizando um veículo de aplicativo. No entanto, as diligências conduzidas pela polícia não encontraram nenhum registro de viagem ou movimentação que comprovasse a versão apresentada pela idosa.
Com o passar do tempo, os familiares passaram a receber mensagens de texto e correspondências supostamente enviadas por John, incluindo relatos de que ele teria viajado para as Filipinas para conhecer uma mulher. Diante das versões contraditórias e das suspeitas levantadas, a promotoria descobriu que a ré chegou a falsificar cartas, enviar mensagens se passando pela vítima e até convencer o próprio namorado a telefonar para parentes fingindo ser o rapaz. Durante a apuração, os policiais constataram que Jerri Roby já possuía uma condenação anterior por outro homicídio cometido na década de 1990.
Munidos de um mandado de busca, os agentes realizaram uma vistoria minuciosa na residência da suspeita e localizaram o corpo de John Allen Gaither dentro de uma caixa de madeira escondida atrás da estrutura falsa de alvenaria. A autópsia realizada pelo Instituto Médico Legal apontou que a vítima foi executada com um tiro na nuca. Os investigadores também recolheram recibos de compras de materiais de construção, como sacos de areia, palha e fitas de vedação, utilizados para isolar o cadáver e evitar odores. Durante o julgamento, a defesa alegou que o crime ocorreu por impulso para aliviar o sofrimento do filho, que sofria de depressão, mas o magistrado rejeitou a justificativa, destacando que as ações calculadas para ocultar o crime comprovaram premeditação e tentativa deliberada de impunidade.
Com informações de Portal do ancorador

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