A Prefeitura de Porto Velho iniciou a implantação de microflorestas urbanas em terrenos antes degradados e sem uso definido na capital. A proposta une recuperação ambiental, produção de alimentos e ampliação da cobertura vegetal em áreas públicas, incluindo Áreas de Proteção Permanente (APPs).
Nesta primeira etapa, estão sendo plantadas 300 mudas com cerca de 1,5 metro de altura e outras 30 árvores entre 3 e 5 metros. O objetivo é transformar vazios urbanos em pomares acessíveis à população, com espécies nativas e frutíferas.
Entre as árvores plantadas estão frutíferas como caju, cajazinha, jenipapo, azeitona e ingazinha, além de espécies nativas como ipê-rosa, jacarandá, manguba, rezedá e sibipiruna.
Além da produção de frutas, o projeto busca recompor o solo, ampliar áreas de sombra e reduzir os impactos do calor intenso. A expansão da cobertura vegetal pode reduzir em até 4,9ºC a temperatura em ambientes urbanos, contribuindo para minimizar ilhas de calor.
As microflorestas também auxiliam na captura de dióxido de carbono (CO₂), ajudam na infiltração da água no solo, reduzem a poluição sonora e favorecem o aumento da biodiversidade, com a atração de pássaros e outros animais.
Segundo o prefeito Léo Moraes, a proposta é dar função social ao paisagismo urbano. “Não faz sentido plantar apenas para enfeitar. A cidade precisa produzir alimento, recuperar áreas degradadas e oferecer mais qualidade de vida para quem vive aqui”, afirmou.
O secretário municipal de Agricultura e Abastecimento, Rodrigo Ribeiro, destacou o caráter educativo da iniciativa. “Estamos mostrando que é possível unir produção, preservação e conscientização. A cidade pode, sim, produzir alimento em áreas públicas de forma planejada e sustentável”.
Já o secretário municipal de Saneamento e Serviços Básicos, Giovanni Marini, enfatizou o impacto urbano. “A ampliação da cobertura vegetal melhora o microclima, contribui para a drenagem e valoriza os espaços públicos. É um investimento ambiental que gera retorno social”.
O responsável pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Vinícius Miguel, ressaltou que o projeto segue critérios técnicos para garantir o desenvolvimento adequado das espécies. “Estamos trabalhando com planejamento para assegurar que essas áreas cumpram função ambiental e social de forma permanente”.
As árvores de maior porte foram fornecidas pelo Viveiro Amazônia. A previsão é expandir o projeto para outros pontos de Porto Velho, priorizando terrenos públicos degradados e áreas que não cumprem plenamente sua função ambiental.
Veja mais notícias

Comentários: