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Quinta-feira, 11 de Junho de 2026
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Conflito entre Irã e Israel intensifica disputa pela causa palestina

EUA e Israel buscam desarticular o Eixo da Resistência em meio ao avanço da colonização na Cisjordânia e fragilidades políticas em Teerã.

Se Liga PVH
Por Se Liga PVH
Conflito entre Irã e Israel intensifica disputa pela causa palestina
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A escalada bélica entre Irã, Israel e Estados Unidos em 2026 aprofunda uma crise regional que tem a questão palestina como um de seus pilares centrais. Analistas apontam que o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 foi o catalisador de uma nova fase, onde o Irã é visado por ser o principal patrocinador do “Eixo da Resistência”. Este grupo, composto por organizações como Hezbollah, Hamas e os Huthis, opõe-se à hegemonia de Washington e Tel-Aviv no Oriente Médio, utilizando a solidariedade à Palestina como base de seu projeto político desde a Revolução de 1979.

Especialistas consultados pela Agência Brasil destacam que a pressão sobre Teerã aproveita vulnerabilidades econômicas iranianas e divisões internas para tentar isolar os grupos armados. Para o professor Bruno Huberman, da PUC-SP, a fragilização do Irã facilitaria a reorganização geopolítica da região conforme os interesses de Israel. Esse cenário estaria diretamente ligado ao fortalecimento da anexação de territórios na Cisjordânia, onde, apenas em 2025, cerca de 40 mil palestinos foram expulsos de suas casas em meio a novas regras de compra de terras por israelenses.

Por outro lado, a professora Rashmi Singh, da PUC Minas, argumenta que as ações militares em Gaza e no Irã estabeleceram um novo — e perigoso — padrão de aplicação seletiva do direito internacional. Segundo a pesquisadora, o silêncio ocidental diante de bombardeios a infraestruturas civis e ataques em solo estrangeiro “normalizou” violações que agora se repetem no conflito direto com o Irã. Embora a causa palestina utilize o apoio iraniano, Singh ressalta que o movimento de libertação nacional não depende exclusivamente de atores externos para existir.

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A “causa palestina”, originada na Nakba de 1948 com a expulsão de 700 mil árabes de suas terras, permanece como o cerne da instabilidade regional. Enquanto Israel rejeita a criação de um Estado Palestino em suas fronteiras, o conflito atual ameaça retirar a pauta humanitária de Gaza do foco internacional. Para Karina Stange Caladrin, do Ibmec SP, a guerra regionaliza a segurança e transforma a luta palestina em uma peça de um tabuleiro integrado, onde o destino de Teerã pode ditar os próximos passos da resistência armada.

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FONTE/CRÉDITOS: Lucas Pordeus León - Repórter da Agência Brasil - 20
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