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Sexta-feira, 28 de Agosto de 2026
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Governo ouvirá empresários antes de aplicar lei contra tarifas dos EUA

Segundo Durigan, o governo pretende avaliar os possíveis impactos das contramedidas antes de definir quais ações poderão ser adotadas.

Se Liga PVH
Por Se Liga PVH
Governo ouvirá empresários antes de aplicar lei contra tarifas dos EUA
Imagem: News Rondônia
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O governo brasileiro vai ouvir empresários brasileiros e estrangeiros antes de decidir se aplicará formalmente a Lei da Reciprocidade em resposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos. A informação foi dada nesta sexta-feira (14) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.

A medida ocorre depois de o governo norte-americano impor uma sobretaxa de 37,5% sobre alguns produtos brasileiros . Segundo Durigan, o governo pretende avaliar os possíveis impactos das contramedidas antes de definir quais ações poderão ser adotadas.

A abertura oficial do processo de reciprocidade comercial ocorreu na quinta-feira (13). A decisão final sobre a adoção das medidas dependerá da análise dos efeitos para os setores envolvidos.

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Governo quer ouvir setores afetados

Durante entrevista à imprensa, Durigan afirmou que o processo exige diálogo com empresas e setores que podem ser diretamente afetados por eventuais medidas de retaliação comercial.

Segundo o ministro, a avaliação precisa considerar os impactos econômicos antes de qualquer decisão definitiva.

“O processo de reciprocidade em um país sério, e que quer ouvir quem é afetado pela reciprocidade, demanda oitiva de eventuais interessados e eventuais impactados”, afirmou.

Durigan ressaltou que o governo pretende conduzir o processo com cautela e responsabilidade.

A análise deverá considerar as consequências para empresas brasileiras e estrangeiras que atuam no comércio entre os dois países.

O que é a Lei da Reciprocidade?

A Lei nº 15.122 , aprovada pelo Congresso Nacional em 2025, estabelece mecanismos para que o Brasil possa responder a ações, políticas ou práticas unilaterais adotadas por outros países que prejudiquem a competitividade econômica brasileira.

A legislação permite que o governo adote contramedidas comerciais em determinadas circunstâncias.

Entre as possibilidades previstas estão a aplicação de tributos ou taxas, a suspensão de isenções ou reduções de tarifas de importação e restrições à importação de bens ou serviços.

As medidas devem, sempre que possível, guardar proporção com o prejuízo econômico provocado pela ação de outro país ou bloco econômico.

Por que o Brasil avalia medidas contra os EUA?

A discussão ocorre depois de os Estados Unidos ampliarem tarifas sobre parte das exportações brasileiras.

O governo de Donald Trump justificou as medidas com alegações de práticas comerciais consideradas injustas e ainda mencionou a suposta existência de trabalho forçado.

Diante do aumento das tarifas, o governo brasileiro iniciou o processo previsto na legislação nacional para avaliar uma possível resposta comercial.

A abertura do procedimento, entretanto, não significa que as contramedidas já tenham sido adotadas.

Quando o Brasil decidirá?

Ainda não há uma data definida para a aplicação de eventuais medidas de reciprocidade.

Antes da decisão, o governo deverá ouvir empresas, representantes de setores econômicos e outros possíveis interessados para avaliar os impactos das alternativas disponíveis.

A estratégia anunciada pelo Ministério da Fazenda é analisar os efeitos econômicos antes de definir se as contramedidas serão aplicadas e qual será sua extensão.

FAQ — Lei da Reciprocidade e tarifas dos EUA

O Brasil já aplicou a Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos? Não. O governo brasileiro abriu o processo para avaliar a aplicação das medidas, porém ainda não decidiu pela adoção formal de contramedidas.

Por que o governo brasileiro vai ouvir empresários? A consulta busca identificar os possíveis impactos das medidas sobre empresas e setores envolvidos no comércio com os Estados Unidos antes de uma decisão.

O que a Lei da Reciprocidade permite ao Brasil fazer? A Lei nº 15.122 permite, em determinadas situações, a adoção de contramedidas comerciais, como tributos ou taxas, suspensão de benefícios tarifários e restrições à importação de bens ou serviços.

As medidas brasileiras terão necessariamente o mesmo percentual das tarifas dos EUA? A legislação estabelece que as contramedidas devem ser, na medida do possível, proporcionais ao prejuízo econômico causado pela medida adotada pelo outro país ou bloco.

Com informações de Daniella Almeida.

Fonte: News Rondônia

FONTE/CRÉDITOS: News Rondônia — https://newsrondonia.com.br/politica/2026/08/14/governo-ouvira-empresarios-antes-de-aplicar-lei-contra-tarifas-dos-eua/
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