A pesquisa Quaest para o Governo de Rondônia caiu como uma bomba nos bastidores. Marcos Rogério aparece na liderança, com 24%, seguido de Adailton Fúria, com 21%. Hildon Chaves e Expedito Netto aparecem com 10% cada. Números que, naturalmente, provocam comemoração de uns e preocupação de outros. Mas é bom colocar os pés no chão.
Pesquisa não elege governador.
Ela é uma fotografia do momento. E fotografia, em política, pode envelhecer muito rápido. Quem acompanha a política de Rondônia há algum tempo sabe exatamente do que estou falando. Em 2004, Roberto Sobrinho não aparecia como o grande favorito nas pesquisas para a Prefeitura de Porto Velho. Mesmo assim, fez campanha, cresceu, chegou ao segundo turno e acabou eleito prefeito da capital, derrotando Mauro Nazif. E não foi o único caso.
Hildon Chaves ainda apontou, em 2016, que uma eleição pode mudar de rumo no decorrer de a campanha. Marcos Rocha, em 2018, saiu de um cenário que não o colocava como favorito absoluto e concluiu eleito governador de Rondônia. Por isso, é preciso cuidado com a euforia e ainda com o desespero.
A pesquisa Quaest aponta um cenário competitivo e, principalmente, um eleitorado ainda aberto. Há uma parcela significativa de eleitores que ainda pode mudar de opinião. Isso significa que existe muito chão pela frente, muita campanha para acontecer, muito debate, muita exposição e, principalmente, muito voto para conquistar. Quem está na frente precisa entender que liderança em pesquisa não é garantia de vitória. Quem está atrás precisa entender que estar atrás agora não significa estar derrotado.
A eleição inicia a ganhar corpo quando o eleitor inicia a comparar propostas, candidatos, histórias e, sobretudo, capacidade de governar. E existe outro fator que não pode ser ignorado: o eleitor de Rondônia não costuma entregar seu voto com antecedência.
Já vimos favoritos perderem, candidatos desacreditados crescerem e campanhas que pareciam pequenas ganharem força justamente quando a disputa entrou na reta decisiva. Portanto, aos que já estão soltando foguetes: calma!
E aos que aparecem atrás: não joguem a toalha! A Quaest aponta quem está melhor hoje. Não aponta quem estará melhor no dia da eleição.
Marcos Rogério tem motivos para comemorar? Tem. Adailton Fúria está no jogo? Está. Hildon Chaves, Expedito Netto e os demais candidatos estão fora? De jeito nenhum. A política é dinâmica. E eleição para governador é uma maratona, não uma corrida de cem metros.
No fim das contas, existe uma única pesquisa que realmente importa: aquela feita dentro da cabine de votação.
E essa, por enquanto, ninguém obteve antecipar.

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